Por deliberação da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), Aracaju se torna a primeira capital do Nordeste a proibir, em espaços públicos, peças publicitárias atreladas às plataformas de apostas esportivas – populares bets.
Para o médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim, esta medida contribui para que o vício implicado por este tipo de atividade financeira gradativamente seja fragilizado e minimize os impactos nocivos contra milhares de famílias. A Organização Mundial da Saúde (OMS), acompanha os efeitos colaterais provocados de forma individual ou coletiva.
Para além da fronteira brasileira, o monitoramento acontece em decorrência deste vício ser considerado problema de saúde pública, com Classificação Internacional de Doenças (CID): Transtorno do Jogo. Em nosso território nacional, estudos apontam que quase 11 milhões de brasileiros apresentam comportamentos de risco ou dependência em apostas, o que se reflete em uma grave crise de superendividamento e saúde mental no país.
Profissional da saúde há mais de 30 anos, Eduardo Amorim reconhece que Emília Corrêa age com eficiência e versatilidade, diante da missão de salvar a vida das pessoas.
“Até a noite desta quinta-feira, 16, apenas as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte haviam adotado esta medida administrativa. Agora, Aracaju se torna pioneira no Nordeste. Parabenizo publicamente a nossa prefeita Emília por compreender a complexidade que este tema possui, bem como os riscos que o excesso publicitário pode contribuir para um cenário ainda mais devastador na vida daqueles que se tornam viciados nestas plataformas de aposta”, afirmou.
O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III), com dados de 2023, aponta que cerca de 10,8 milhões de pessoas a partir de 14 anos jogam de forma arriscada ou problemática.
A pesquisa científica identificou ainda que os grupos mais vulneráveis são formados por pessoas de menor renda e adolescentes que, em tese, nem poderiam acessar jogos virtuais de aposta segundo a lei brasileira. Entre os que apostaram no último ano, 55% dos menores de 18 anos apresentaram comportamento de dependência, enquanto na população adulta esse índice é de 39%. No recorte por faixa econômica, 53% de quem ganha até um salário mínimo joga de forma problemática.
Para o profissional da saúde, a expectativa agora é que Aracaju se torne referência para as demais capitais do Nordeste.
“Estava acompanhando esta discussão nacional e me senti representado quando a prefeita destacou que a presença constante de anúncios de apostas em diferentes meios de comunicação, redes sociais, eventos esportivos e espaços urbanos contribui para a criação de uma percepção equivocada de facilidade de ganho financeiro. Quero parabenizar mais uma vez Emília Corrêa pela decisão, bem como à todos os servidores da administração municipal que atuaram assertivamente nesta medida”, completou Eduardo Amorim.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação






Comente