Primeira fase de instrução do processo ocorreu no Fórum Gumersindo Bessa; defesa tentou adiar o ato, segundo advogado da família da vítima.
A Justiça de Sergipe realizou nesta sexta-feira (7) a primeira audiência de instrução do processo que investiga a morte da empresária e advogada Flávia Barros, de 38 anos, assassinada em 22 de março deste ano dentro de um hotel localizado na Zona Sul de Aracaju.
O procedimento ocorreu no Fórum Gumersindo Bessa e marcou o início da etapa de coleta de depoimentos de testemunhas. O caso tem como réu o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, que era companheiro da vítima na época do crime e foi denunciado pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE) por feminicídio.
A denúncia apresentada pelo MP em maio foi recebida pela Justiça, tornando Tiago Sóstenes réu no processo.
Após a audiência, o advogado José Carlos, que representa a família de Flávia Barros, afirmou que o ato foi marcado por discussões entre acusação e defesa, principalmente em relação a um pedido dos advogados do acusado para que a audiência fosse remarcada.
O criminalista afirmou que a defesa de Tiago Sóstenes, composta por sete advogados, tentou obter o adiamento da audiência, mas o pedido foi contestado pela representação da família de Flávia Barros. Segundo ele, a juíza responsável pelo caso avaliou que não havia irregularidades ou prejuízos à defesa que impedissem a continuidade da instrução processual.
De acordo com o representante da família, a magistrada responsável pelo caso avaliou que não havia justificativa para interromper a audiência e determinou o prosseguimento da fase de instrução.
Depoimentos de quatro testemunhas
Durante a audiência, quatro pessoas prestaram depoimento. Conforme relatado pelo advogado, entre os ouvidos estavam familiares da vítima e policiais militares que participaram do primeiro atendimento à ocorrência.
Segundo José Carlos, quatro pessoas prestaram depoimento na audiência: duas familiares de Flávia Barros, que relataram o que sabiam sobre o caso e os impactos causados pela morte da empresária, e dois policiais militares que foram os primeiros a chegar ao local do crime. Os agentes descreveram as condições em que o corpo da vítima foi encontrado e as circunstâncias observadas durante o atendimento da ocorrência.
A instrução do processo, no entanto, ainda não foi concluída. De acordo com José Carlos, outras testemunhas ainda deverão ser ouvidas em uma nova audiência.
A audiência foi suspensa pela magistrada após o encerramento do horário previsto, ainda com testemunhas pendentes de serem ouvidas. Conforme informou o advogado da família de Flávia Barros, a próxima etapa da instrução está marcada para 23 de outubro, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.
Expectativa pelo Tribunal do Júri
O advogado da família afirmou que a expectativa é de que o processo avance para uma possível decisão de pronúncia, etapa em que a Justiça avalia se o acusado deve ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A continuidade da audiência está prevista para 23 de outubro, quando deverão ocorrer novos depoimentos dentro da fase de instrução processual.
Por Redação
Foto: Divulgação





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