Após pressão do Sindijus, TJ convoca aprovados em concurso e começa a recompor quadro de servidores

Após as cobranças públicas de aprovados no concurso público e do Sindijus, a gestão do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) publicou, na última terça-feira (18), a convocação de 11 novos servidores, sendo 10 técnicos judiciários da área Administrativa Judiciária e 1 analista judiciário especialista em Medicina do Trabalho.

Apesar de tímida e ainda insuficiente para suprir o déficit de pessoal que tem deteriorado o funcionamento dos fóruns do estado, a convocação acontece três semanas depois de aprovados realizarem um ato público em frente ao Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, para cobrar a retomada das nomeações. A mobilização organizada pela Comissão de Aprovados com apoio do Sindijus, no dia 29 de julho, recebeu ampla cobertura da imprensa e apoio social.

Na ocasião, os aprovados cobraram uma resposta da Presidência do TJ-SE diante da existência de mais de 130 cargos efetivos vagos e do longo intervalo desde a última convocação expressiva, realizada em dezembro de 2025, quando 50 novos servidores foram chamados.

O concurso realizado em 2023 permanece válido. Em fevereiro deste ano, os desembargadores do Pleno do Tribunal prorrogaram por mais dois anos a validade do certame, mantendo o cadastro de reserva disponível para novas convocações.

A nova convocação, embora represente uma resposta positiva da Presidência do TJ-SE, conduzida pela desembargadora Iolanda Guimarães, ainda não recompõe totalmente o déficit de pessoal. Até então, existem 137 cargos efetivos vagos, sendo 120 de técnico judiciário da área Administrativa Judiciária, 1 de técnico judiciário de Programação de Sistemas, 11 de analista judiciário, além de 4 cargos de oficial de justiça e 1 de agente judiciário.

Para a direção do Sindijus, a necessidade de preenchimento das vagas é inegável para enfrentar a precarização que degenera a saúde dos servidores e os serviços nas unidades judiciais.

“O sindicato tem mostrado publicamente à sociedade e aos gestores do Tribunal que a redução da força de trabalho está ocorrendo ao mesmo tempo que aumenta o volume de demandas. E justificar essa política de pessoal contraditória apenas com a implementação de novos aplicativos e sistemas não se sustenta, porque segundo as diretrizes do próprio CNJ as novas tecnologias têm a função de auxiliar e jamais substituir o trabalho humanizado na justiça,” explica Milton Cruz Jr, coordenador de Saúde e Relações de Trabalho do Sindijus.

A convocação ocorre em meio a um cenário de falta de pessoal que já produz efeitos no cotidiano das unidades do TJ-SE. Nos últimos meses, a direção do Sindijus tem visitado a base, na capital e no interior, colhendo relatos que denunciam as equipes reduzidas, servidores acumulando funções, trabalho não remunerado além da jornada e aumento de adoecimentos relacionados à sobrecarga.

Em diversos fóruns, às margens da lei, estagiários e requisitados de outros órgãos têm realizado atendimentos, audiências e conciliações; atividades judiciais fins prestadas diretamente à população que são atribuições típicas dos servidores do Tribunal.





Fonte: Sindijus
Foto: Divulgação

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