“Se provarem que os R$ 240 mil têm relação comigo, eu renuncio à candidatura”, desafia André David

O delegado e pré-candidato ao Senador, André David, reagiu às especulações que tentam associá-lo aos R$ 240 mil apreendidos recentemente e afirmou que está disposto a abrir mão da candidatura caso seja comprovada qualquer ligação dele ou de familiares com o dinheiro.

A declaração foi feita após circularem versões de que a quantia teria relação com uma empresa pertencente à cunhada do delegado e que os recursos seriam destinados ao financiamento irregular de campanha, por meio de caixa dois.

André David negou qualquer envolvimento e classificou as acusações como uma tentativa de atingir sua imagem. Segundo ele, é necessário esclarecer quem estava efetivamente relacionado à entrega do dinheiro e afastar seu nome das especulações.

“Eu sou o mais interessado em saber quem foi o dono, no masculino, dessa empresa que entregou esse dinheiro. Porque eu garanto uma coisa, nenhum veículo pertence a nenhuma empresa da minha cunhada e esse dinheiro não vinha para André David. Se provarem, não é narrativa não, provarem, que pertencia à minha cunhada, e que vinha para mim, eu renuncio à minha candidatura”, afirmou.

Críticas ao uso de acusações no período eleitoral

Ao falar sobre a suspeita de caixa dois, o delegado afirmou que acusações sem comprovação podem ser usadas para comprometer candidaturas e influenciar o cenário eleitoral.

“A gente fica revoltado, fica triste. Mas, infelizmente, é uma prática comezinha não só em Sergipe, mas no Brasil, isso de você destruir reputações, você usar instituições para forçar alianças, destruir reputações, influenciar no resultado eleitoral. Isso é lamentável. Esse tipo de narrativa tem que ser muito responsável”, pontuou.

André David também destacou sua trajetória profissional na Polícia Civil, onde afirma ter acumulado 18 anos de carreira, com passagens pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e pelo Departamento de Narcóticos (DENARC).

Segundo o delegado, sua situação financeira pode ser submetida à análise dos órgãos de controle. Ele afirmou estar disposto a apresentar documentos e informações pessoais caso seja chamado para prestar esclarecimentos.

“Eu tenho 18 anos de polícia, eu moro no mesmo apartamento de aluguel há 10 anos. Passei pelo COPE, pelo DENARC, passei pela Prefeitura, continuo morando de aluguel no mesmo apartamento. Não tenho patrimônio, não tenho fazenda, não tenho roça, não tenho imóveis, não tenho semoventes… nada. Estou à disposição, se for ouvido pelo Ministério Público, pela Polícia Federal a qualquer momento, pode me chamar, levo meu celular. Mostro minha movimentação financeira”, finalizou.

A declaração foi dada pelo delegado nesta terça-feira (11), durante entrevista ao jornalista Narcizo Machado, na Rádio Fan FM.


Por Redação
Foto: Divulgação

Comente

Arquivos

Categorias

/* ]]> */