Polícia conclui inquérito e afasta hipótese de envenenamento criminoso em morte de criança

A Polícia Civil de Sergipe encerrou nesta quarta-feira (3) as investigações sobre a morte de uma criança de seis anos ocorrida em março deste ano, na capital sergipana. O inquérito conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que a vítima morreu após ingerir acidentalmente uma substância tóxica popularmente conhecida como “chumbinho”, sem qualquer indício de participação criminosa.

De acordo com o resultado da perícia, a causa da morte foi uma intoxicação provocada pelo Terbufós, composto químico encontrado na análise laboratorial realizada durante a apuração. O laudo confirmou a principal hipótese trabalhada pelos investigadores desde o início do caso.

Ao longo dos últimos meses, a equipe responsável reuniu depoimentos, analisou registros de câmeras de monitoramento e reconstituiu os momentos que antecederam o episódio. As diligências permitiram mapear a movimentação da criança antes do surgimento dos primeiros sintomas.

As imagens examinadas pela polícia mostraram que o menino permaneceu sozinho por alguns instantes em uma área externa de um mercado situado no bairro Bugio. Segundo os investigadores, os registros indicam que a criança tocou diversas vezes o solo e levou as mãos à boca repetidamente pouco antes de começar a passar mal.

Durante a investigação, os policiais buscaram identificar qualquer evidência que pudesse apontar para envenenamento intencional ou para o envolvimento de terceiros. No entanto, conforme o relatório final, nenhum elemento foi encontrado para sustentar a hipótese de ação dolosa ou responsabilização criminal de outra pessoa.

Com base no conjunto de provas técnicas, documentais e testemunhais reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil concluiu que a morte decorreu de uma intoxicação acidental, considerada a explicação mais compatível com os fatos apurados.

O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar o relatório final e adotar as medidas previstas na legislação.


Por Redação
Foto: SSP-SE

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