‘Não é falso médico’: defesa reage e rebate acusações em caso que chocou Umbaúba

A defesa de Lucas Tadeu Soares Nunes, alvo de investigação sobre suposta atuação irregular na área médica em uma unidade de saúde de Umbaúba, se pronunciou nesta segunda-feira (22) para contestar as denúncias divulgadas nos últimos dias. O posicionamento foi apresentado pelo advogado Aurélio Belém, que classificou como equivocadas as informações que colocam em dúvida a qualificação profissional do investigado.

Segundo a nota divulgada pela defesa, Lucas possui graduação em Medicina, integra o Programa Mais Médicos há vários anos e já obteve aprovação na primeira fase do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), procedimento necessário para validação do diploma estrangeiro em território brasileiro.

O advogado afirmou que o profissional não pode ser tratado como “falso médico”, destacando que tal classificação não corresponde à realidade dos fatos e contribui para interpretações equivocadas sobre o caso. A defesa informou ainda que decidiu se manifestar publicamente para prestar esclarecimentos à sociedade e à imprensa.

No comunicado, também foi registrada solidariedade aos familiares de Quitéria Barbosa da Costa, paciente que morreu após atendimento na Clínica Municipal 24 Horas. A defesa ressaltou que as circunstâncias do óbito ainda estão sendo analisadas pelos órgãos competentes e que, até o momento, não existe comprovação de vínculo entre a morte e a atuação do médico investigado.

De acordo com Aurélio Belém, Lucas Tadeu Soares Nunes continuará colaborando com as investigações e permanecerá à disposição das autoridades para fornecer todos os esclarecimentos necessários. O advogado reforçou que a causa da morte da paciente segue sob apuração.

O caso passou a ser investigado após divulgação feita pela Polícia Civil, no último dia 18 de junho, sobre suspeitas de exercício ilegal da medicina na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba. A investigação está sob responsabilidade da delegacia local e busca esclarecer possíveis irregularidades na prestação de serviços médicos na unidade pública.

Conforme informações repassadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a suspeita inicial é de que um homem tenha realizado atendimentos sem possuir registro profissional válido para exercer a medicina no Brasil. As investigações apontam ainda que ele teria utilizado identificação funcional e carimbo pertencentes ao irmão, médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Após a repercussão do episódio, a prefeita de Umbaúba, Juliana Cardoso, determinou a exoneração do secretário municipal de Saúde e da médica responsável técnica pela Clínica Municipal 24 Horas, ambos citados no contexto das apurações em andamento.


Por Redação
Foto: Divulgação

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