Roda se solta de ônibus em Aracaju e levanta suspeitas sobre falhas na fiscalização da SMTT

O desprendimento de uma das rodas de um ônibus do transporte coletivo de Aracaju voltou a colocar em evidência a segurança da frota que circula diariamente pelas ruas da capital. O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira (22), quando um veículo da linha 001 (Conjunto Augusto Franco/Bugio) perdeu uma das rodas traseiras na Avenida Simeão Sobral. A peça atingiu um carro que estava estacionado, provocando danos materiais. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

O episódio reacende um debate que há anos preocupa usuários do transporte público: o cumprimento da legislação municipal que estabelece limite de idade para os ônibus em circulação. Em Aracaju, existe norma que determina que veículos com mais de 12 anos de uso não podem operar no sistema de transporte coletivo. Diante de casos recorrentes envolvendo panes e acidentes, surgem questionamentos inevitáveis: a legislação está sendo desrespeitada pelas empresas ou a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) não está realizando a fiscalização de forma rigorosa para retirar de circulação veículos fora das condições exigidas?

Independentemente da resposta, o fato é que situações como essa aumentam a preocupação da população, que depende diariamente do transporte coletivo e espera viajar em veículos que ofereçam condições adequadas de segurança. Falhas mecânicas dessa natureza representam riscos não apenas para os passageiros, mas também para motoristas, motociclistas e pedestres.

A empresa Viação Roberto Santana (VRS), responsável pelo coletivo, informou que uma avaliação inicial apontou folga nas porcas da roda traseira, o que teria provocado o desprendimento durante o percurso. A concessionária afirmou que abriu uma investigação interna para identificar se o problema foi causado por desgaste do material ou por alguma falha no procedimento de manutenção.

Segundo a empresa, o reaperto das rodas faz parte da manutenção preventiva e é realizado a cada 15 dias, conforme orientação do fabricante. O último serviço teria sido executado em 9 de julho. O veículo permanecerá fora de operação até passar por uma nova inspeção técnica.

A VRS também informou que assumirá os prejuízos causados ao proprietário do automóvel atingido e garantiu que adotará as medidas necessárias para esclarecer o episódio e reforçar os procedimentos de manutenção da frota.

Enquanto isso, o incidente amplia a cobrança por uma atuação mais rigorosa dos órgãos responsáveis pela fiscalização, já que a circulação de ônibus sem condições ideais de segurança pode colocar em risco milhares de pessoas todos os dias.


Por Redação
Foto: Rede Social

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