O vereador Lúcio Flávio, presidente municipal do PL, afirmou, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Aracaju, na manhã desta quinta-feira (22), que pretende adotar medidas contra professores que, conforme denúncias recebidas por ele, estariam utilizando o espaço escolar para promover campanhas político-partidárias.
Na ocasião, o parlamentar anunciou o que chamou de uma “temporada de caça ao transprofessor”, expressão usada para classificar os profissionais que acusa de exercer militância em sala de aula.
Durante o discurso, Lúcio Flávio mencionou relatos envolvendo unidades de ensino da região metropolitana da capital sergipana. Entre as instituições citadas estão o Campus Socorro do Instituto Federal de Sergipe (IFS) e o Centro de Excelência José Rollemberg Leite, localizado em Aracaju.
Ao abordar o assunto, o vereador defendeu que as escolas públicas não devem ser utilizadas para favorecer partidos ou lideranças políticas. Ele argumentou que o debate sobre política não deve se transformar em propaganda eleitoral e afirmou que sua crítica não se restringe a um campo ideológico específico, mencionando tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O ambiente público, não é para fazer campanha eleitoral político-partidária. Falar de política, é para lembrar do tempo que a gente falava de EMC e OSPB. Não é para fazer campanha de partido, nem para Lula e nem para Bolsonaro, nem para a direita e nem para a esquerda. Mas, hoje, se você está se travestindo de professor, fingindo que é professor, mas é um militante, para formar ativista em sala de aula, na cabeça do filho dos outros, não”, declarou o vereador.
Na sequência, acusou determinados profissionais de utilizarem a docência para influenciar politicamente os estudantes e estimular a formação de ativistas.
“Eu vou para cima de cada professor que está usando o salário de aula de cativeiro para sequestro ideológico da mente dos alunos. Você não é pago para isso. Olhe, professor, aliás, transprofessor, porque você não é professor. Você é uma vergonha para a educação. Professor você não é. Você é um transprofessor. Você é um militante travestido de professor. Eu vou lhe achar”, concluiu o parlamentar, em tom de ameaça.
Parlamentar promete recorrer à Justiça
Lúcio Flávio também anunciou que pretende buscar providências jurídicas contra os professores que, em sua avaliação, estejam usando a função docente para promover o que classificou como doutrinação ideológica. O vereador sustentou que a atuação desses profissionais deve se limitar às atribuições educacionais, sem a realização de campanhas partidárias dentro das salas de aula.
Ao encerrar o pronunciamento, o parlamentar voltou a utilizar o termo “transprofessor” e afirmou que pretende localizar os profissionais mencionados nas denúncias para tomar as medidas que considera cabíveis.
Por Redação
Foto: TV Câmara










