O Ministério Público de Sergipe (MP-SE), por meio da 3ª Promotoria do Tribunal do Júri da Capital, obteve, em sessão do Tribunal do Júri, realizada no dia 22 de julho, a condenação de um integrante da organização criminosa ‘Primeiro Comando da Capital’ (PCC) a 20 anos de reclusão por homicídio qualificado. O réu já havia sido investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SE.
O processo (nº 202220500546) foi conduzido pela promotora de justiça Luciana Duarte (1ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Aracaju) e o julgamento acompanhado pela promotora de justiça Claudia Freitas. Durante o júri, o MP-SE sustentou a acusação, apontando que o réu possui três mandados de prisão, além de responder por dois homicídios e uma tentativa de homicídio. Argumentou, também, sobre o vínculo dele com a organização criminosa PCC e envolvimento com o tráfico de drogas, fatos confirmados pelo próprio acusado em interrogatório.
A Promotora de Justiça destacou, ainda, que o réu fugiu para outro Estado, após tomar conhecimento da morte da vítima e admitiu portar arma de fogo ilegalmente havia cerca de quatro meses. O Ministério Público afirmou que o acusado foi o autor dos disparos que mataram a vítima, praticando o crime por motivo fútil, em razão de um desentendimento relacionado a uma lâmpada. Além disso, os disparos foram efetuados, em via pública, quando a vítima estava de costas, impossibilitando a própria defesa.
A investigação apresentada pelo Ministério Público reuniu vídeos que registraram o momento dos disparos e o laudo pericial que constatou que a vítima foi atingida pelas costas, com disparos efetuados a longa distância, confirmando a tese de execução e afastando qualquer hipótese de disparos meramente intimidatórios. Testemunhas prestaram depoimento na fase policial, mas deixaram de comparecer em juízo por receio de sofrer represálias, circunstância que não comprometeu o conjunto probatório apresentado pelo Ministério Público.
Fonte: MP-SE
Foto: Freepik





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