Rogério pressiona STF pelo fim do sigilo no caso Banco Master e no financiamento de ‘Dark Horse’

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master e às suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o parlamentar, a divulgação integral das informações é necessária para esclarecer as relações entre o escândalo financeiro, a produção cinematográfica e integrantes do Judiciário.

“Em um momento como este, só a transparência total e irrestrita é capaz de lançar luz sobre as questões que envolvem o escândalo do Banco Master, o financiamento do filme Dark Horse e a grave proximidade do Judiciário com tudo isso”, afirmou.

Rogério Carvalho também defendeu que nenhum dos envolvidos seja protegido pelas investigações. “Por isso, defendo que seja retirado o sigilo geral das investigações, para que a verdade venha à tona, sem proteção ou blindagem de ninguém”, disse.

A manifestação do senador ocorre após vir a público a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no financiamento de Dark Horse. A apuração investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

A decisão de Mendonça foi tomada em julho, mas tornou-se pública somente agora, após o STF liberar documentos relacionados ao caso Banco Master. O despacho foi incluído no inquérito principal que apura o caso, enquanto a investigação específica sobre Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo, em razão da continuidade de diligências da Polícia Federal (PF).

A apuração sobre o financiamento do filme já era conhecida, mas a participação de Flávio Bolsonaro passou a ganhar destaque após a queda do sigilo de documentos do caso Master. A investigação foi solicitada pela PF e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção do filme. Segundo planilhas apreendidas pela PF, R$ 60 milhões teriam sido efetivamente pagos.

Para Rogério Carvalho, as investigações devem alcançar todos os envolvidos, independentemente de posição política ou institucional. O senador também rejeitou qualquer tentativa de associar o presidente Lula ao episódio.

“Lula não está envolvido nesse caso. Quem está envolvido é Flávio Bolsonaro. Quem for culpado, que pague pelos seus atos, seja quem for. Lei é lei e é para todos”, afirmou.






Por Rafael Noronha
Foto: Daniel Gomes

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