O deputado estadual Marcos Oliveira (Republicanos) fez nesta quarta-feira (13), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan Aracaju, uma série de denúncias envolvendo integrantes do governo estadual. Entre os pontos levantados pelo parlamentar estão supostos conflitos de interesse relacionados à concessão dos serviços de água e esgoto em Sergipe e a suspeita de atuação de uma “milícia digital” para disseminação de fake news contra adversários políticos.
Durante a entrevista, Marcos Oliveira afirmou que secretários estaduais e pessoas ligadas ao governo teriam aberto empresas de investimentos na América do Norte após o processo de concessão da Deso à iniciativa privada. Segundo ele, os fatos precisam ser investigados pelas autoridades competentes.
“Estão de todas as formas tentando criar cortinas de fumaça enquanto estão com empresas de investimentos nos Estados Unidos, que Sergipe ainda não sabe. Seu Milton Andrade que estava em Nova York e o pai do governador, com empresas de investimentos nos Estados Unidos. Existe empresa de investimentos nos Estados Unidos, através do secretário da Casa Civil, Luiz Mitidieri, que foi reativada em 2023, esses documentos já estão nas mãos das autoridades competentes para ver se há choque de interesse ou não”, declarou.
O deputado também relacionou a presença de fundos internacionais no controle da Iguá Saneamento ao debate sobre possíveis conflitos de interesse, embora tenha ressaltado que não faz acusação direta.
“Por que os fundos de investimentos que são proprietários da Iguá, não estou falando que tem relação, mas precisa ser investigado, são do Canadá, estão na América do Norte. Então, a gente agora serve para que uma parte política, econômica do estado, faça negócio com o que é do povo, é isso? A gente vai trabalhar o resto da vida para sustentar o luxo de alguns”, afirmou.
Além das críticas sobre a concessão dos serviços de água e esgoto, Marcos Oliveira também acusou integrantes da comunicação do governo de atuarem em uma suposta estrutura organizada para atacar opositores políticos e influenciar a opinião pública.
O parlamentar citou o secretário de Estado da Comunicação Social, Cleon Menezes, ao denunciar a existência de uma suposta “milícia digital”, que, segundo ele, teria como alvo principal o pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho.
“É um absurdo o que a gente tem passado, com essa quadrilha digital, essa cortina de fumaça. Valmir saiu no Metrópoles. Crianças pegando água pra beber no esgoto não saiu no Metrópoles e na imprensa nacional, e por um passo de mágica a fala de uma pessoa dizendo: ‘olha, minha esposa não vai disputar as eleições’, saiu no Metrópoles. Para você ver o tamanho da montanha que Sergipe precisa escalar para se livrar desse povo”, disse.
Na sequência, o deputado afirmou que pretende pedir quebra de sigilo fiscal e telefônico para aprofundar as investigações sobre o caso.
“Eu vou fazer ainda um desafio de quebrar o sigilo fiscal e telefônico do secretário de Estado para saber quem é que está recebendo. Cleon da Comunicação, a gente precisa ter clareza em Sergipe. Suspeito de milícia, porque mudar os fatos, fazer fake news e a orientação para tentar ludibriar, para tentar entrar na mente, para tentar levar na onda o povo sergipano, aí não. Aí é crime, é diferente”, declarou.
Marcos Oliveira ainda reforçou que, na visão dele, é necessário investigar se há uso de recursos para ataques direcionados contra integrantes da oposição.
“É crime e precisa ser investigado se há tipo de pagamento específico para que você atinja especificamente numa pessoa, aí é crime. É para atacar a oposição sem dúvida nenhuma. Não está claro para o povo sergipano que existe uma orientação? Divulgue as pautas do governo, não tem problema, agora não venham com mentiras, com deturpação com finalidade eleitoral”, concluiu.
Defesa
Após as declarações feitas pelo deputado Marcos Oliveira, o Hora News entrou em contato com os citados na entrevista. Milton Andrade reagiu às acusações e contestou as falas do parlamentar.
“Eu não sei o que o deputado anda usando, mas é melhor parar, causa delírios e danos severos ao cérebro”, afirmou.
O secretário de Estado da Comunicação, Cleon Menezes, também se pronunciou sobre as acusações relacionadas à suposta atuação de uma “milícia digital” e negou qualquer irregularidade.
“Não tenho como me manifestar de algo que não é verídico”, declarou.
O Hora News ainda buscou posicionamento do secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Mitidieri, mencionado pelo deputado durante a entrevista. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
Por Redação
Foto: Hora News






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