Professores da rede estadual de Sergipe aprovam greve por tempo indeterminado

A educação pública de Sergipe terá uma nova paralisação a partir da próxima semana. Professores e professoras da rede estadual aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (2), o início de uma greve por tempo indeterminado em meio ao impasse envolvendo a carreira do magistério e o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A paralisação está prevista para começar na terça-feira (8). A categoria programou um ato para as 8h, em frente ao Palácio de Despachos, em Aracaju, marcando o início do movimento.

A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), que cobra do Governo do Estado a retomada dos chamados escalonamentos da carreira do magistério público estadual, com percentuais que variam de 40% a 100%.

Segundo a entidade sindical, a greve é uma reação à demora no cumprimento da determinação judicial. O presidente do Sintese, professor Roberto Silva, afirma que a mobilização busca pressionar o governo a cumprir tanto a legislação quanto a decisão da Suprema Corte.

Governo pediu mais prazo ao STF

De acordo com o Sintese, o governador Fábio Mitidieri recorreu ao STF no fim de julho para solicitar mais 12 meses de prazo, contados a partir do julgamento dos embargos, para implementar a decisão relacionada à carreira dos professores.

O pedido ampliou a tensão entre o governo estadual e a categoria, que defende a execução imediata da decisão judicial.

Categoria já havia paralisado atividades

A nova greve ocorre depois de uma mobilização realizada recentemente pelos professores. Em agosto, a categoria havia aprovado uma paralisação de 48 horas justamente para pressionar o Governo de Sergipe em relação ao cumprimento da decisão do STF.

Como o impasse não foi solucionado, os professores decidiram ampliar a mobilização e aprovar uma greve sem prazo definido para encerramento.

A partir do dia 8, a categoria pretende manter a paralisação até que haja avanço nas negociações e uma definição sobre o cumprimento da decisão judicial referente à carreira do magistério estadual.


Por Redação
Foto: Divulgação

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