A situação envolvendo as ameaças relatadas pela procuradora da República Gisele Bleggi chegou à Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE). Nesta quinta-feira, 20, ela esteve reunida com o secretário João Eloy, que ofereceu o suporte da estrutura de segurança do estado para auxiliar no acompanhamento e na apuração dos fatos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Gisele informou que já procurou a Polícia Federal (PF) e registrou um boletim de ocorrência. A corporação federal é responsável pela investigação das ameaças relatadas pela procuradora.
Durante a reunião, a representante do Ministério Público Federal (MPF) destacou a importância de comunicar a situação à SSP e afirmou confiar na atuação das instituições encarregadas de investigar os episódios.
João Eloy reforçou que as forças de segurança manterão uma atuação integrada e que eventuais informações capazes de contribuir para a investigação serão compartilhadas entre as instituições. O secretário também ressaltou a disposição da Segurança Pública para atuar caso surjam elementos que indiquem a necessidade de medidas de proteção ou outras providências.
Gisele Bleggi é titular de ofício ambiental na Procuradoria da República em Sergipe e representante da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (4CCR) no estado. Sua atuação envolve a defesa do meio ambiente, do patrimônio cultural e dos direitos das populações tradicionais atingidas por impactos socioambientais.
Entenda o caso
Em agosto de 2026, Gisele Bleggi acionou a Polícia Federal depois de relatar uma sequência de ameaças, ofensas e ataques publicados nas redes sociais. A representação foi apresentada pelo advogado Robson Barros, que acompanha o caso, e reúne registros de manifestações consideradas ameaçadoras e ofensivas feitas na internet.
Em entrevistas concedidas a emissoras de televisão, a procuradora afirmou que este é o terceiro episódio de ataques dessa natureza enfrentado por ela. Segundo Gisele, as ocorrências se intensificam principalmente quando sua atuação envolve questões relacionadas ao licenciamento ambiental.
A procuradora relatou ainda que as mensagens incluem ofensas, discursos de ódio, manifestações de misoginia e ameaças de violência. Parte dos ataques, conforme seu relato, teria sido publicada por perfis falsos. Ela também chamou atenção para a repetição de comentários semelhantes entre diferentes contas nas redes sociais.
Por Redação
Foto: SSP-SE






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