Uma pesquisa realizada pelo Instituto W1 entre os dias 21 e 26 de março de 2026 aponta que o cenário eleitoral em Sergipe ainda está em formação, com sinais de competitividade tanto na disputa pelo Governo do Estado quanto para o Senado Federal.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SE-06746/2026, ouviu 1.000 eleitores distribuídos em todas as regiões do estado, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na corrida pelo Executivo estadual, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, aparece na liderança nos diferentes cenários apresentados, o que reforça sua presença no atual debate político. Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, ele soma 19,2% das intenções de voto, enquanto o atual governador, Fábio Mitidieri, registra 16,6%. Considerando a margem de erro, o resultado configura empate técnico. Outros nomes aparecem com percentuais menores, como Ricardo Marques, com 4,2%, e Emília Corrêa, com 1,2%, embora ela não figure como pré-candidata ao cargo. O levantamento também indica elevado nível de indefinição: mais da metade dos entrevistados (51,8%) não soube ou não respondeu, enquanto 5,4% afirmaram intenção de voto em branco, nulo ou nenhum.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados, Valmir de Francisquinho amplia sua vantagem e atinge 38,1%, enquanto Fábio Mitidieri aparece com 30,8%. A diferença de 7,3 pontos percentuais está acima da margem de erro. Na sequência, aparecem Ricardo Marques, com 10%, e Dr. Emerson, com 2,6%. O percentual de eleitores indecisos ou que declaram voto branco ou nulo soma 18,5%.
Segundo turno
As simulações de segundo turno indicam vantagem ampla de Valmir de Francisquinho em cenários específicos. Em um eventual confronto com Fábio Mitidieri, ele aparece com 45,1% contra 34,9%. Em outra hipótese, contra Ricardo Marques, o índice chega a 52,4%, frente a 18,4%. Já o atual governador apresenta desempenho superior em simulações contra outros concorrentes, o que sugere um possível cenário de concentração entre os principais nomes, embora os índices de indecisos e votos não válidos – que ultrapassam 20% em alguns cenários – indiquem espaço para variações.
Esse desempenho é interpretado por analistas como reflexo de uma base eleitoral consistente, especialmente quando associado ao histórico recente. Na eleição anterior, Valmir de Francisquinho foi o candidato mais votado no primeiro turno, mas não participou da etapa seguinte após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que, naquele momento, o enquadrou como inelegível. Posteriormente, a própria Corte reviu esse entendimento e restabeleceu sua elegibilidade.
Especialistas apontam que episódios dessa natureza podem influenciar a percepção do eleitorado ao longo do tempo, embora não seja possível afirmar de forma categórica o impacto direto desse fator nos números atuais.
Senado
Na disputa pelo Senado Federal, onde estarão em jogo duas vagas, o levantamento aponta um quadro fragmentado. Para a primeira vaga, Alessandro Vieira registra 14,6%, seguido por André Moura (12,8%) e Rogério Carvalho (11,5%). Em seguida aparecem Edvaldo Nogueira (11,2%) e Rodrigo Valadares (10%). As diferenças entre os candidatos situam-se dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Para a segunda vaga, o cenário permanece equilibrado. Eduardo Amorim aparece com 11,2%, seguido por Rodrigo Valadares (8,4%) e Rogério Carvalho (8,3%). O levantamento registra ainda 24,6% de votos brancos ou nulos e 19,8% de entrevistados indecisos.
Considerando o somatório das intenções de voto para as duas vagas, o cenário segue competitivo. Alessandro Vieira aparece com 10,75%, seguido de André Moura (10,20%) e Rogério Carvalho (9,90%). Na sequência, surgem Eduardo Amorim (9,55%), Rodrigo Valadares (9,20%) e Edvaldo Nogueira (8,55%). As variações entre os principais nomes permanecem dentro da margem de erro.
De forma geral, os dados indicam um ambiente eleitoral ainda indefinido, com níveis elevados de indecisão e ausência de consolidação de preferências em parte significativa do eleitorado. No caso do governo, Valmir de Francisquinho aparece numericamente à frente, enquanto Fábio Mitidieri se mantém competitivo. No Senado, o quadro é de dispersão entre diversos nomes.
Especialistas ressaltam que pesquisas de opinião refletem o momento específico de sua realização e podem sofrer alterações ao longo do processo eleitoral, especialmente em cenários com elevado índice de indecisos.






Comente