Patriota nega rompimento com Cidadania, mas não tem certeza do apoio a Danielle Garcia

A noite desta segunda-feira (3) foi de festa para os filiados e simpatizantes do Cidadania. No auditório do Confort Hotel, no Bairro Coroa do Meio, em Aracaju, foi lançada a pré-candidatura da delegada Danielle Garcia a prefeita de Aracaju.

O auditório ficou pequeno para o grande número de pessoas que compareceram ao evento político. Lideranças do partido e de outras legendas prestigiaram o lançamento da pré-candidatura da delegada.

O que causou estranheza ao público presente ao evento foi a ausência da vereadora Emília Correia (Patriota), que havia assumido o compromisso de apoiar Danielle Garcia, caso as pesquisas apontassem a delegada em primeiro lugar.

Comentários entre lideranças políticas davam conta que Emília Correia teria desistido de apoiar Danielle Garcia para lançar sua própria candidatura. O Hora News tentou ouvir a vereadora, que não atendeu as ligações, bem como não respondeu, até o fechamento desta matéria, mensagem enviada para o WhatsApp.

Para obter o devido esclarecimento, o Hora News conseguiu entrevistar o presidente do Diretório Estadual do Patriota, Uezer Marquez, que afirmou está reunindo o partido para discutir o processo eleitoral. Ele, no entanto, observou que o prazo final para definição de candidaturas é junho.

“Eu ainda estou vendo, porque nós estamos até numa reunião agora, com o presidente do DC, estou ouvindo todos ainda, e a gente ainda não decidiu por que tudo só decide em junho, né”, explicou o presidente.

Questionado se Emília Correia apoiará Danielle Garcia ou lançará candidatura própria a Prefeitura de Aracaju, o presidente do Patriota confirmou a aliança com o Cidadania, mas observou que não tem certeza 100% do apoio à candidatura de Danielle Garcia.

“Essa é uma boa pergunta que eu não sei. Por que a gente ainda não sabe, como eu te falei, a gente como dirigente de partido tem que ouvir todo mundo e tomar uma decisão. Então, a gente tem que ver, eu não posso lhe dar uma resposta agora, entendeu? É o grupo que vai decidir. A nacional nos chamou em Brasília pra gente resolver isso, entendeu? A princípio, a gente está já aliado com eles, mas não é uma coisa que eu possa lhe dar 100% de certeza”, salienta Uezer Marquez.

A ausência de Emília Correia ao lançamento da pré-candidatura de Danielle Garcia, segundo o presidente do Patriota, não significa um rompimento com o grupo do senador Alessandro Vieira.

“Não. De jeito nenhum. Se tiver que apoiar ela, apoiaremos sim, apenas a gente tem que remodelar tudo, porque a princípio Emília seria a candidata do nosso partido. E por coincidência a reunião foi feita hoje e com o grupo, porque a gente não faz nada sozinho. Hoje a gente tem 25 pré-candidatos e está chegando mais gente para completar os 36. Então, a gente hoje tem que ouvir todos e ver o que é que a gente vai fazer, mas não é rompimento nenhum, nunca pensamos em romper nada”, afirma Uezer.    

Ele também comentou a pesquisa do Cidadania em que Danielle Garcia aparece sempre a frente de Emília Correia. Para ele, a melhor pesquisa é ir para a rua e conversar com o povo.

“Pesquisa a gente tem que ver, né. Cada pesquisa é um jeito. Tem o grupo que Gilmar está na frente, Emília está em terceiro, quarto, é pesquisa. Cada um monta uma pesquisa e a gente vai ver. Mas o termômetro é a rua. Se pesquisa valesse a pena Bolsonaro não ganhava, todo mundo dizia que ele perdia pra todo mundo e ele ganhou. Então, pesquisa é a rua, é a gente botar o sapato e andar na rua e ver. Eu não posso garantir a você sobre a pesquisa que ela está em primeiro ou não, porque eu não fiz a pesquisa, eu soube da pesquisa. Mas eu acho a Danielle Garcia uma mulher que tem verdadeiramente muita garra política. Mas daqui pra lá é feita várias pesquisas que ela pode aumentar como pode diminuir. Então, a gente não pode dizer agora com certeza, a gente tem que esperar o amanhã pra gente ver como vai ser”, diz o presidente, que ainda faz questão de citar a expressiva votação obtida por Emília Correia na eleição para deputada federal.

“Não fiz nenhuma até hoje, eu não sou muito de fazer pesquisa, sou mais de botar o tênis e correr para o povo, foi por isso que ela teve 52.921 e ninguém tinha pesquisa. Quem imaginaria Emília Correia ser a sexta colocada geral. Ela aparecia na pesquisa? Não. O que vale é o trabalho, é o nome da Danielle, de Emília, é o nome de Gilmar, é o nome do prefeito. A gente tem que ver o termômetro na rua”, conclui.  



Por Paulo Sousa
Foto: Cidadania/Divulgação

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