“Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro no meu”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que as investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro representam, na avaliação dele, o maior escândalo econômico de corrupção já registrado no Brasil. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

Durante a conversa, Lula relacionou a trajetória do Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que a instituição financeira ganhou força e reconhecimento como banco durante a administração anterior. O presidente também destacou que Vorcaro foi preso no atual governo, em meio ao avanço das investigações.

“Eu considero [o maior escândalo de corrupção da história do Brasil] e tenho orgulho de dizer o seguinte: eles criaram o banqueiro e eu o tornei prisioneiro. O Master não era banco. Foi a família Bolsonaro que fez ele virar banco. Ou seja, ele virou banco no governo Bolsonaro e ele [Vorcaro] virou prisioneiro no meu governo”, declarou o presidente.

As declarações ocorrem em meio à divulgação de elementos reunidos pelas investigações, entre eles registros de conversas atribuídas a Vorcaro. Lula também mencionou o conteúdo relacionado ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), afirmando que os diálogos indicariam relações que, segundo ele, precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

O presidente mencionou ainda ações de sua administração relacionadas ao enfrentamento de fraudes contra recursos públicos. Como exemplo, citou as investigações sobre desvios envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmando que o governo recuperou valores e adotou medidas para atingir os envolvidos e seus patrimônios.

Lula declarou que o esquema investigado teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 4 bilhões aos cofres públicos. Segundo o presidente, as autoridades já apreenderam cerca de R$ 6 bilhões em bens associados aos investigados. O caso continua sendo apurado pelos órgãos responsáveis, que deverão esclarecer as circunstâncias e identificar eventuais responsabilidades criminais.


Por Redação
Foto: Agência Brasil

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