O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente na corrida pelo Palácio do Planalto, mas vê sua vantagem diminuir diante de Flávio Bolsonaro. É o que aponta a 170ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA entre os dias 9 e 13 de setembro.
No cenário estimulado para o primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula soma 40,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 30,4%, uma diferença de 10,1 pontos percentuais.
Na sequência, o levantamento apresenta Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 3%, e Renan Santos, com 2,7%. Os demais nomes testados registraram menos de 2% das preferências.
Os números mostram uma mudança em relação à pesquisa anterior. Em agosto, Lula tinha 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcançava 29%. Agora, o presidente oscilou para 40,5% e o senador avançou para 30,4%.
A evolução dos levantamentos anteriores também indica uma disputa mais equilibrada. Em abril, Lula registrava 39% contra 30% de Flávio. Em junho, os percentuais eram de 42% e 28%, respectivamente.
No cenário espontâneo, em que nenhum nome é apresentado ao eleitor, Lula também permanece na liderança. O presidente é citado por 36,6%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 26,7%. Augusto Cury tem 4,4%, e Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem empatados com 1,6% cada.
Um dos destaques desse cenário é o número de eleitores que ainda não definiram sua escolha: 20,8% não souberam ou não quiseram indicar um candidato.
Segundo turno mostra disputa mais apertada
A pesquisa também mediu possíveis confrontos em um segundo turno. Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47,3%, contra 40% do senador.
Outros 10,2% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 2,5% não souberam responder.
Apesar de continuar à frente, Lula perdeu parte da vantagem registrada anteriormente. Em agosto, o petista tinha 48%, contra 39% de Flávio. A diferença, que era de nove pontos percentuais, caiu para 7,3 pontos nesta rodada.
Lula também aparece numericamente à frente nos demais cenários de segundo turno avaliados pelo levantamento. Contra Augusto Cury, o presidente registra 45,3%, ante 38,4%. Na disputa com Ronaldo Caiado, são 46,4% contra 37,3%. Diante de Renan Santos, Lula alcança 47,3%, contra 33,9%. Já contra Romeu Zema, o placar é de 47,7% a 34,5%.
Eleitorado demonstra maior definição
Outro indicador da pesquisa aponta para um eleitorado mais decidido. Entre aqueles que já escolheram um candidato, 79,8% afirmam que o voto é definitivo. Outros 20,2% admitem a possibilidade de mudar de escolha até a eleição.
Na rodada anterior, realizada em agosto, 71,2% dos entrevistados que haviam escolhido um nome consideravam sua decisão definitiva.
Rejeição pesa sobre os dois líderes
Lula e Flávio Bolsonaro também aparecem entre os nomes com maiores índices de rejeição. 53,6% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 46,4% descartam votar em Lula.
Quando é considerado o potencial de voto — reunindo aqueles que afirmam que votariam com certeza e os que admitem votar no candidato — Lula chega a 51,9%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 42,7%.
Polarização aparece entre os maiores temores
O levantamento também revela o grau de polarização do cenário eleitoral. Questionados sobre o que mais temem no resultado da eleição, 35,5% afirmam recear a volta de alguém da família Bolsonaro ao governo. Outros 34,7% apontam como principal preocupação a continuidade do governo Lula.
Há ainda 9,4% que dizem temer igualmente uma eventual vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro.
Com a soma desses grupos, o levantamento aponta que 44,9% manifestam algum temor relacionado ao retorno dos Bolsonaro, enquanto 44,1% demonstram receio em relação à continuidade de Lula no poder.
Metodologia
A 170ª Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas presenciais em todas as regiões do país.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06902/2026.
Por Redação
Foto: Ricardo Stuckert-PR/Agência Senado






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