Enquanto Brasil celebra a Independência, Grito dos Excluídos toma as ruas por direitos e fim da escala 6×1

Movimentos sociais, sindicatos, entidades religiosas e organizações da sociedade civil ocuparam as ruas de diferentes regiões do país nesta segunda-feira (7) para a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. Realizadas paralelamente às celebrações oficiais da Independência, as manifestações defenderam uma agenda que inclui moradia digna, redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, além de pautas relacionadas à saúde pública, reforma agrária, combate à violência contra as mulheres e soberania nacional.

Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos aconteceram em capitais e municípios do interior. A mobilização manteve ainda como referência permanente a expressão “Vida em Primeiro Lugar!”, utilizada pelo movimento para destacar demandas ligadas às condições de vida e aos direitos da população.

Criado em 1995, o Grito dos Excluídos aproveita o 7 de Setembro para colocar em evidência reivindicações de grupos populares e ampliar o debate sobre desigualdade social, trabalho, renda, acesso à moradia e políticas públicas. Ao longo das edições, a iniciativa passou a reunir organizações de diferentes setores em manifestações realizadas simultaneamente em várias partes do Brasil.

Em São Paulo, a concentração principal aconteceu pela manhã desta segunda-feira na Praça da Sé, com caminhada até o Largo São Francisco e celebração religiosa posteriormente. Belo Horizonte, Vitória e outras cidades do Sudeste também tiveram atividades programadas.

No Nordeste, aconteceram atos em estados como Ceará, Bahia, Alagoas, Maranhão e Paraíba. Fortaleza, Salvador, Maceió e João Pessoa concentraram parte das mobilizações, que combinaram caminhadas, celebrações ecumênicas e manifestações públicas.

Na região Norte, as atividades destacaram temas ligados à Amazônia, à juventude e à preservação do território. Em Belém e Manaus, a programação reuniu debates, atividades culturais, celebrações religiosas e caminhadas.

Estados do Sul também participaram da mobilização. Curitiba, Porto Alegre e municípios do interior do Paraná e do Rio Grande do Sul estiveram entre os locais que receberam manifestações ao longo do dia. No Centro-Oeste, Brasília e cidades de Mato Grosso também integraram a programação nacional.

Ao completar 32 edições, o Grito dos Excluídos mantém a proposta de transformar a data da Independência em espaço para discutir os desafios enfrentados por parcelas da população que reivindicam maior acesso a direitos e políticas públicas.


Por Redação
Foto: Agência Brasil

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