Governo critica Prefeitura por romper contrato com a VRS sem consultar o CTM

A situação de aproximadamente 400 trabalhadores da VRS Transportes foi discutida nesta segunda-feira (24) em uma reunião com o governador Fábio Mitidieri. Os funcionários buscam respostas após a Prefeitura de Aracaju encerrar, no último dia 18, o contrato emergencial mantido com a empresa para a operação do transporte coletivo na Grande Aracaju.

O encontro ocorreu depois que o governador tomou conhecimento dos relatos apresentados pelos rodoviários em emissoras de rádio da capital. Durante a reunião, integrantes da comissão de trabalhadores expuseram as dificuldades enfrentadas desde o fim do contrato e demonstraram preocupação com a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas.

Diante do cenário apresentado, Mitidieri determinou que as procuradorias do Estado e dos três municípios que fazem parte do Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) realizem uma análise detalhada do caso. A intenção é avaliar os aspectos jurídicos envolvidos e apontar quais providências podem ser adotadas para resguardar os trabalhadores.

“São mais de 400 pais de família que estão vivendo uma situação de grande insegurança. Foi uma decisão tomada de forma unilateral, sem ouvir os integrantes do consórcio, e que agora, novamente, está sendo discutida na Justiça”, lamentou o governador.

O Governo de Sergipe integra o CTM, estrutura responsável pela gestão do transporte coletivo na Região Metropolitana de Aracaju. A avaliação jurídica deverá subsidiar as próximas decisões relacionadas ao impasse envolvendo a empresa e os trabalhadores.

Prefeitura

De acordo com as informações divulgadas pela Prefeitura de Aracaju, os trabalhadores foram contratados pela Boa Vista durante o processo de substituição da VRS. A orientação do município, segundo a própria gestão municipal, era de que os trabalhadores da empresa anterior fossem priorizados, justamente para evitar demissões, preservar a mão de obra já capacitada e garantir uma transição mais organizada.

Segundo a Prefeitura, a medida foi adotada porque a empresa vinha apresentando problemas no cumprimento de suas obrigações relacionadas à operação do transporte coletivo.

Além das questões administrativas e operacionais apontadas pelo município, a VRS acumulava reclamações de usuários ao longo do período em que atuou no sistema. Entre as queixas, estavam críticas relacionadas à qualidade e às condições dos ônibus utilizados no transporte da população.


Por Redação
Foto: Arthur Soares

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