Falso empresário musical é preso no Maranhão por golpe de R$ 150 mil contra cantora sergipana

A Polícia Civil de Sergipe prendeu, na quarta-feira (8), um homem suspeito de aplicar um golpe superior a R$ 150 mil contra uma cantora sergipana que estava iniciando a carreira artística. A captura foi realizada na cidade de Imperatriz, no Maranhão, durante uma operação conjunta entre o Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol/PCSE) e a Polícia Civil maranhense.

As investigações começaram em julho de 2025, quando a artista procurou a polícia para denunciar que havia sido enganada após firmar um contrato para um suposto projeto musical. Segundo o relato, o suspeito prometia impulsionar sua carreira no mercado artístico, mas, ao longo da negociação, passou a solicitar sucessivos repasses financeiros.

De acordo com a apuração do Depatri, o investigado se apresentava como empresário do setor musical e utilizava um esquema sofisticado para conquistar a confiança da vítima. Conforme explicou a delegada Lauana Guedes, responsável pelo caso, ele montava uma estrutura que aparentava ser legítima, envolvendo inclusive profissionais que acreditavam na proposta e que, posteriormente, também foram identificados como vítimas do esquema.

“Ele convencia as vítimas de que conduzia um projeto artístico legítimo e criava toda uma estrutura para transmitir credibilidade, envolvendo inclusive profissionais que também acreditavam na proposta e, posteriormente, foram identificados como vítimas”, explicou.

Durante a investigação, a polícia descobriu que o suspeito criou uma empresa de fachada para dar aparência de legalidade às negociações. Além disso, ele apresentava comprovantes bancários falsificados para simular investimentos e movimentações financeiras inexistentes, estratégia usada para convencer a cantora a continuar realizando pagamentos.

A vítima chegou a acompanhar durante meses o suposto andamento do projeto, participando de reuniões e viagens relacionadas à carreira artística. No entanto, nenhuma das ações prometidas foi executada, e o prejuízo financeiro alcançou R$ 150,5 mil.

As investigações também apontaram que o suspeito simulou a compra de bens de alto valor, entre eles um ônibus que seria destinado ao projeto musical. A falsa aquisição fazia parte da estratégia para reforçar a imagem de solidez financeira e manter a confiança da cantora.

Com as provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado, medida autorizada pela Justiça de Sergipe. O mandado foi cumprido em Imperatriz com o apoio das equipes de inteligência da Polícia Civil sergipana e da Polícia Civil do Maranhão.

O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça. Enquanto isso, o Depatri continua investigando o caso para identificar possíveis novas vítimas e apurar se o homem praticou outros golpes utilizando o mesmo modo de atuação.



Fonte: SSP-SE
Foto: SSP-SE

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