Em entrevista ao “Assunto de Estado”, da TV Senado, Carvalho afirmou que programa “Mais Especialistas” reduzirá filas por consultas e cirurgias, anunciou novos investimentos para Sergipe e defendeu fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde como estratégia para ampliar a autonomia do Brasil.
O senador Rogério Carvalho (PT/SE) afirmou que o maior desafio da saúde pública brasileira atualmente está no atendimento especializado e defendeu que os investimentos realizados pelo Governo Federal, aliados ao programa Mais Especialistas, representam um novo momento para o Sistema Único de Saúde (SUS). As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Assunto de Estado, da TV Senado.
Segundo o parlamentar, embora o Brasil tenha avançado significativamente na atenção básica e na rede de urgência e emergência, o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados ainda representa o principal gargalo do sistema.
“O maior gargalo da saúde, tanto em Sergipe quanto no Brasil, está na área ambulatorial especializada. O programa Mais Especialistas chega justamente para enfrentar esse desafio, reduzindo o tempo de espera e garantindo atendimento definitivo à população”, afirmou Rogério Carvalho.
O senador lembrou, com isso, que políticas públicas, como a criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a expansão da Estratégia Saúde da Família, “ampliaram a capacidade de resposta do SUS nos casos de urgência e emergência”. Agora, segundo ele, o “foco está em ampliar o acesso às especialidades médicas”.
Investimentos em Sergipe reforçam atendimento especializado
Durante a entrevista, Carvalho também destacou os investimentos destinados à estrutura da saúde em Sergipe, resultado de articulações junto ao Governo Federal. De acordo com o senador, foram viabilizadas duas novas policlínicas para os municípios de Lagarto e São Cristóvão, além da implantação de duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que atenderão as cidades de Lagarto e Umbaúba.
Para Carvalho, esses investimentos fortalecem a rede pública e garantem mais resolutividade aos pacientes que aguardam procedimentos especializados.
“Milhões de brasileiros esperam por cirurgias oftalmológicas, ortopédicas, cardíacas e diversos outros procedimentos. Esses investimentos representam mais segurança para a população e significam menos tempo de espera para quem precisa de exames, tratamentos e cirurgias”, ressaltou.
Ainda na opinião do parlamentar, a “ampliação da infraestrutura permitirá que pacientes tenham acesso mais rápido aos procedimentos terapêuticos definitivos, contribuindo para melhorar os indicadores da saúde pública em Sergipe e no restante do país”.
Complexo Industrial da Saúde é estratégia para fortalecer o SUS
Outro ponto destacado por Rogério Carvalho foi a aprovação, no Senado Federal, da política nacional voltada à reorganização do Complexo Industrial da Saúde, considerada pelo senador uma iniciativa estratégica para ampliar a autonomia tecnológica e produtiva do Brasil, revelando que o país já possui o maior programa público de imunização do mundo e reúne condições para ampliar significativamente sua capacidade de produzir vacinas, medicamentos, equipamentos hospitalares e imunobiológicos de alta complexidade.
“Precisamos produzir no Brasil vacinas, medicamentos e tecnologias que hoje importamos. Isso significa ampliar o acesso da população, gerar empregos e garantir segurança sanitária em momentos de crise”, declarou.
Entre os produtos considerados estratégicos, o senador destacou vacinas, anticorpos monoclonais utilizados no tratamento do câncer, medicamentos de alto custo e equipamentos médicos. Desse modo, ele explicou que a experiência vivida durante a pandemia da Covid-19 evidenciou a necessidade de fortalecer a indústria nacional da saúde.
“O Brasil enfrentou dificuldades para adquirir respiradores, máscaras e diversos insumos porque dependia da produção internacional. Não podemos repetir essa vulnerabilidade”, observou.
Produção nacional pode reduzir custos, ampliar acesso e gerar empregos
Na avaliação do senador, a nova política industrial permitirá que o SUS estimule o desenvolvimento tecnológico nacional, atraia investimentos privados e fortaleça laboratórios de alta tecnologia em diferentes estados, incluindo Sergipe. Ele destacou, em seguida, que o Brasil ocupa uma posição estratégica no mercado mundial da saúde por ser o maior comprador de vacinas e de medicamentos oncológicos e de alto custo, reiterando que “produzir esses insumos no país representa uma oportunidade para reduzir despesas públicas, ampliando o acesso da população aos tratamentos mais modernos e garantindo maior autonomia tecnológica”.
“O Brasil já é um dos maiores compradores mundiais de medicamentos e vacinas. Precisamos transformar esse poder de compra em desenvolvimento industrial, transferência de tecnologia, geração de empregos qualificados e fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, acrescentou.
Por fim, Rogério garantiu que a combinação entre investimentos na assistência especializada e o fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde “representa uma estratégia de longo prazo para consolidar o SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos de alta complexidade e preparando o Brasil para futuras emergências sanitárias”.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Daniel Gomes






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