Em entrevista à Jovem Pan News, Carvalho voltou a defender a criação da CPI do Banco Master e afirmou que o caso envolve uma “organização criminosa” com ramificações no mercado financeiro, no Congresso e em setores do poder público.
O senador Rogério Carvalho (PT/SE) concedeu entrevista à Jovem Pan News neste sábado, 16, e comentou os mais recentes desdobramentos envolvendo o caso do Banco Master.
Durante a conversa, o parlamentar detalhou a articulação que vem liderando no Congresso Nacional para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o esquema financeiro que, segundo ele, atingiu diferentes setores do sistema político e econômico brasileiro.
Na entrevista, Rogério Carvalho adotou um tom duro ao defender o aprofundamento das investigações e afirmou que o caso precisa ser tratado como uma ameaça ao sistema financeiro nacional e à economia popular. Para o senador, a dimensão do escândalo exige uma apuração ampla, transparente e sem seletividade.
“Estamos diante de uma estrutura que operava dentro do sistema financeiro como uma verdadeira pirâmide oficial. É um crime contra a economia popular e contra o sistema financeiro brasileiro”, afirmou o senador.
“Há uma rede poderosa envolvendo interesses políticos e financeiros”
Em outro momento, Carvalho denunciou que o Banco Master teria construído uma ampla rede de proteção institucional, envolvendo setores do mercado financeiro, agentes públicos e lideranças políticas nacionais.
Segundo ele, a CPI é fundamental para esclarecer a atuação de todos os envolvidos e aprofundar as conexões políticas do caso, inclusive com nomes ligados ao bolsonarismo.
“Temos uma teia enorme de políticos e lideranças envolvidas. A CPI é fundamental para lançar luz sobre o que está acontecendo no Banco Master”, declarou.
O parlamentar também citou o envolvimento de aliados da família Bolsonaro e afirmou que os fatos revelados até agora reforçam a necessidade de investigação no Congresso.
“Estamos vendo o envolvimento de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, além de outras lideranças políticas. Tudo isso precisa ser apurado de forma séria e responsável”, disse.
Críticas à resistência no Congresso
Ao comentar a dificuldade para instalação da comissão, Rogério Carvalho revelou que existe resistência de setores políticos que temem o avanço das investigações.
“Há receio de quem tem contas a pagar e medo de que a investigação alcance determinadas pessoas”, disparou.
O senador destacou, com isso, que já apresentou o requerimento para criação da CPI e revelou que o documento estava disponível para assinatura de outros parlamentares há meses.
“Eu sou autor do requerimento de criação da CPI. Ela já estava pronta para ser assinada antes mesmo do encerramento da CPI do Crime Organizado”, ressaltou.
Na avaliação do parlamentar sergipano, o caso do Banco Master extrapola a atuação de uma instituição financeira comum. “Isso é muito maior do que um simples banco. Trata-se de uma organização criminosa com várias ramificações dentro do sistema financeiro e com conexões políticas relevantes”, pontuou.
“A investigação precisa atingir todos os envolvidos, doa a quem doer”
Rogério Carvalho também defendeu que a CPI atue com independência e compromisso técnico, evitando seletividade política durante as apurações. De acordo com ele, o foco deve ser a defesa do interesse público, da transparência e da segurança institucional do país.
“Se houver compromisso com a verdade, é possível fazer uma CPI séria, técnica e efetiva, sem espetáculo e sem uso eleitoreiro”, assegurou.
Em seguida, o senador ressaltou a importância do trabalho conduzido pela Polícia Federal, pelo Judiciário e pelos órgãos de controle, defendendo que as investigações avancem sem interferências.
“A delação precisa ser ampla e não seletiva. O Brasil não pode repetir erros do passado. Quem tiver responsabilidade deve responder pelos seus atos”, concluiu.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Daniel Gomes






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