O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira que o governo poderá adotar medidas mais duras, incluindo a prisão de representantes de distribuidoras e postos de combustíveis que praticarem aumentos considerados abusivos. A declaração ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Boulos classificou como injustificada a elevação recente nos preços dos combustíveis e disse que, mesmo diante do cenário externo, não há motivo para repasses ao consumidor, já que o governo adotou medidas para conter impactos, como isenções tributárias e subsídios.
De acordo com o ministro, empresas que aumentam o valor do diesel sem elevação real de custos estão prejudicando diretamente a população. Ele afirmou que ações de fiscalização já estão em andamento em todo o país, envolvendo a Polícia Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor e órgãos de defesa do consumidor.
Segundo Boulos, operações recentes inspecionaram centenas de postos e distribuidoras, com aplicação de multas e até interdições. Caso as irregularidades persistam, ele indicou que o governo poderá avançar para responsabilização criminal dos envolvidos.
O ministro também anunciou que pretende se reunir com caminhoneiros na próxima semana. O encontro deve tratar do descumprimento do piso mínimo do frete, uma das principais reclamações da categoria. Ele destacou que, apesar do aumento na fiscalização e das penalidades aplicadas, muitas empresas continuam desrespeitando a legislação, o que, segundo ele, tem tornado mais vantajoso pagar multas do que cumprir a lei.
Por Redação
Foto: Fernando Frazão






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