Um contrato firmado pela Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, em setembro de 2025, no valor de R$ 5 milhões, está no centro de uma grave controvérsia política e jurídica no município.
As denúncias foram detalhadas pelo bacharel em gestão pública Marcilio Ferreira da Silva Pontual, mais conhecido por Coronel Pontual, em entrevista concedida ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (26), e envolvem supostas irregularidades administrativas, conflito de interesses e possível ato de improbidade administrativa.
Segundo o coronel Pontual, que disputou a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro na eleição de 2024, o acordo foi celebrado entre a administração municipal e o cemitério particular Park La Pace, com vigência de um ano.
O ponto mais sensível da denúncia é que o empreendimento seria de propriedade do irmão do secretário municipal de Infraestrutura, Rosman Pereira, o que, de acordo com o coronel, caracteriza um claro conflito de interesses, além de outras inconformidades legais.
“O contrato, supostamente, está cheio de irregularidades. Ao detectarmos algumas delas, fizemos inicialmente um requerimento administrativo ao prefeito Samuel Carvalho pedindo explicações”, afirmou Pontual durante a entrevista.
De acordo com ele, nenhuma resposta foi dada pela Prefeitura, o que levou o grupo a formalizar uma denúncia-crime junto ao Ministério Público do Estado.
A denúncia foi acolhida pelo promotor Júlio de Val, da 2ª Vara Cível e Criminal Especial de Nossa Senhora do Socorro, que instaurou uma notícia de fato e, posteriormente, ingressou com uma ação civil pública.
Segundo Pontual, o promotor orientou e determinou que a prefeitura rescindisse o contrato com o cemitério Park La Pace, ao identificar indícios de ilegalidades, entre elas o possível favorecimento indevido.
“O promotor visualizou o conflito de interesses, entre outras irregularidades, e entendeu que o contrato não poderia continuar da forma como foi firmado”, destacou o coronel.
Impeachment
Diante do avanço das investigações, o coronel Pontual afirmou que estuda, junto com um grupo de vereadores da oposição, a apresentação de um pedido de impeachment do prefeito Samuel Cavallo, com base na Lei de Improbidade Administrativa.
A movimentação política se soma a um cenário de crescente insatisfação com o primeiro ano da atual gestão municipal.
Além das denúncias envolvendo o contrato milionário, Pontual também fez duras críticas ao desempenho administrativo do prefeito Samuel Cavallo. Segundo ele, nenhuma das principais promessas de campanha foi cumprida, com destaque para os compromissos assumidos com o magistério municipal.
O prefeito teria assinado um termo de compromisso garantindo que não retiraria direitos dos profissionais da educação e que manteria o reajuste anual do piso salarial dos professores, conforme previsto em lei. No entanto, de acordo com o coronel, isso não ocorreu.
“No entanto, ele não cumpriu essas promessas. Na realidade, em um ano de administração pública do prefeito Samuel Cavallo, ele não honra com suas palavras e nem com a calça que ele veste”, declarou.
Até o momento, a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro não se manifestou oficialmente sobre as denúncias do Coronel Pontual. O espaço do Hora News segue aberto para esclarecimentos.
O caso continua sendo acompanhado pelo Ministério Público e pode ter desdobramentos judiciais e políticos significativos, incluindo o avanço do pedido de impeachment na Câmara Municipal.
Por Redação
Foto: Divulgação






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