O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi arrancado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9). Minutos antes da confusão, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia ordenado o esvaziamento do plenário e restringido o acesso da imprensa ao local.
Ao deixar o plenário sob ação da Polícia Legislativa, Glauber acusou Motta de agir de forma desigual.
“Pedi apenas que o Hugo Motta tivesse comigo 1% da condescendência que demonstrou com os deputados que tomaram a Mesa Diretora”, afirmou, em referência ao grupo bolsonarista que ocupou o plenário em agosto para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Vídeos registrados dentro do plenário mostram agentes do Legislativo tentando retirar Glauber, que resiste enquanto parlamentares protestam e registram a cena com celulares. O deputado havia se sentado na Mesa Diretora como forma de protesto contra a decisão de Motta de levar adiante o processo de cassação de seu mandato.
A tensão ocorreu pouco antes da sessão que votaria o PL da Dosimetria, proposta que reduz penas impostas a Bolsonaro e a outros condenados por tentativa de golpe de Estado. Com o tumulto, a sessão foi cancelada.
Processo de cassação
Glauber Braga responde por quebra de decoro parlamentar, acusado de expulsar a pontapés o militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro, das dependências da Câmara em abril de 2024, após ser agredido verbalmente pelo representante do MBL.
Hugo Motta incluiu na pauta desta quarta-feira (10) a análise dos pedidos de cassação dos mandatos de Glauber e da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Já o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deve ser apreciado apenas na semana seguinte. Caberá ao plenário decidir o destino dos três parlamentares.
Por Redação
Foto: YouTube






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