Manifestação por auxílio-moradia fecha acesso à Prefeitura e altera trânsito em Aracaju

A manhã desta segunda-feira, 17, começou com trânsito interrompido e clima de mobilização na região do Centro Administrativo Aloísio Campos, em Aracaju. Moradores do Conjunto Alto da Bela Vista, no Bairro 18 do Forte, ocuparam a Rua Acre, no Bairro Ponto Novo, bloqueando o principal corredor que leva à sede da Prefeitura. O ato foi organizado para pressionar o município por inclusão no programa de auxílio-moradia.

Os manifestantes se concentraram na entrada do complexo administrativo e permaneceram no local desde as primeiras horas do dia. Segundo a Guarda Municipal de Aracaju (GMA), equipes já lotadas na unidade receberam reforço de três viaturas deslocadas exclusivamente para acompanhar a movimentação, garantir a segurança dos servidores e assegurar que os serviços não fossem interrompidos. Apesar do bloqueio, a corporação classificou o protesto como pacífico e informou que tudo segue monitorado externamente ao prédio.

A Prefeitura explica que o impasse tem origem em uma ação judicial movida pelo proprietário do terreno ocupado pelas famílias. Conforme a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), todas as medidas adotadas pela gestão seguem determinação legal e foco na proteção social. A pasta elaborou um plano de ação que envolve levantamento cadastral, diagnóstico da área e análise do perfil socioeconômico das famílias – etapas que definem quem se enquadra nos critérios para receber o auxílio.

Na última quinta-feira, 13, a secretária Simone Valadares e diretores da Semfas se reuniram com representantes da ocupação. O grupo pediu que todos fossem contemplados com o benefício, mas a concessão depende de regras específicas: morar em Aracaju, possuir renda per capita de até R$ 170 e manter o Cadastro Único atualizado. Até agora, 18 famílias foram consideradas aptas e orientadas a procurar imóveis para locação.

Enquanto o protesto acontecia nesta segunda-feira, a prefeita Emília Corrêa e a secretária se reuniam – em encontro previamente agendado – para tratar não só dessa, mas de outras ocupações existentes no município.

Por causa da interdição, o trânsito precisou ser temporariamente reorganizado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).


Por Redação
Foto: GMA

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