Eduardo Amorim destaca eventos desportivos, mas faz alerta sobre lesões e problemas cardíacos

Diante da Maratona de Aracaju, maior evento de corrida do Norte e Nordeste, que acontece neste domingo (26), o médico anestesiologista Eduardo Amorim, pré-candidato ao Senado, destaca a importância dessas atividades esportivas e sua contribuição para a saúde e a economia em Sergipe.

Com mais de 10 mil inscritos, sendo aproximadamente 3 mil de outros estados, a competição tem semelhança com a já tradicional Corrida da Cidade de Aracaju.

Em paralelo aos grandes eventos, observa-se o aumento de corridas de rua com percurso menor, porém com público em expansão. Esta evolução em Sergipe é reflexo do cenário vivenciado nos demais 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

“Seja em Aracaju ou nas demais 74 cidades sergipanas, as pessoas estão se permitindo combater o sedentarismo e encontrar uma nova forma de viver a vida. Esse conjunto de movimento mental e físico contribui para que a perspectiva de vida seja maior. Tudo isso é resultado, ainda, de políticas públicas de incentivo, a exemplo das melhorias das praças, da revitalização da Orla de Atalaia e dos bloqueios temporários de ruas e avenidas para a realização de corridas e treinos”, avaliou.

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua, mais de 2,8 mil eventos foram realizados no Brasil em 2024, o que representa um aumento de 29% em relação ao ano anterior.

Já o Relatório Anual sobre Tendências de Esportes do Strava, o Brasil é o segundo país com o maior número de atletas, somando mais de 19 milhões. No entanto, mesmo sendo uma atividade que ajuda a combater o sedentarismo e a prevenir doenças cardiovasculares, Eduardo alerta que é fundamental ter acompanhamento médico.

“Enquanto profissional da saúde, fico muito satisfeito em ver milhares de sergipanos praticando atividades físicas e, com isso, fomentando a indústria de eventos do segmento desportivo. Por outro lado, me preocupa a ausência de cuidados preventivos, necessários para evitar desconfortos leves, intermediários ou graves. Toda e qualquer atividade física faz muito bem para o corpo e para a alma, mas realizar consultas e exames de rotina é fundamental”, destacou.

Segundo o médico, praticar corrida sem acompanhamento aumenta o risco de lesões musculoesqueléticas, problemas cardiovasculares – como arritmias e até morte súbita -, desidratação, fadiga crônica e outras complicações, especialmente em pessoas com condições preexistentes, acima dos 40 anos ou que iniciam treinos muito intensos.

“A avaliação médica é essencial para identificar riscos ocultos e adaptar o treino de forma segura e eficaz. Por isso, recomendo que, para quem deseja treinar e participar de corridas, mesmo que de forma eventual, é importante estar sempre em dia com os exames e em sintonia com um profissional da saúde”, recomendou.



Por Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

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