O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a causar polêmica ao sugerir, nesta sexta-feira (18), que “não haverá eleição em 2026” caso o Brasil não atenda às “exigências” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A declaração, feita em entrevista à CNN Brasil, reforça o alinhamento do parlamentar com uma pauta que ameaça a soberania nacional e defende a interferência direta de uma potência estrangeira sobre os poderes constitucionais brasileiros.
“Não estou preocupado com a eleição. Se o Brasil não resolver nos próximos meses ou semanas essa crise institucional, não haverá eleição em 2026. Então, por que me preocuparia com popularidade? Não estou preocupado com popularidade. É 100% vitória ou 100% derrota. Se nós sairmos vitoriosos, a gente recupera essa popularidade em um ou dois dias”, disse Eduardo, acrescentando que a crise só será finalizada com aprovação da anistia total e irrestrita para o ex-presidente Jair Bolsonaro e demais pessoas processadas e condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
As falas do filho “03” de Jair Bolsonaro deixam explícito o desejo de que Trump atue sobre o Brasil para enfraquecer instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgãos constitucionais e independentes, num claro ataque ao Estado Democrático de Direito.
A postura do deputado tem sido vista por juristas e especialistas como uma tentativa de submeter os interesses brasileiros à vontade de um governo estrangeiro, configurando em crime de lesa-pátria.
A estratégia de Eduardo e aliados bolsonaristas aposta na narrativa de uma “crise institucional” como justificativa para abrir espaço a pressões externas e deslegitimar o processo democrático brasileiro.
Até o momento, representantes do Congresso Nacional, STF e TSE não comentaram as declarações. Contudo, a fala reforça o alerta sobre riscos de novos ataques às instituições e à soberania do país, com parlamentares pedindo investigação sobre possíveis crimes contra a ordem constitucional.
Por Redação
Foto: YouTube/Reprodução






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