Sergipano Orlando Rochadel instaura processo contra Deltan Dallagnol no CNMP

O promotor sergipano Orlando Rochadel, corregedor geral do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), acatou denúncia contra o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), e determinou abertura de processo administrativo disciplinar contra o procurador do Ministério Público Federal do Paraná.

Rochadel concluiu na investigação inicial que Dallagnol atuou política e partidariamente ao fazer campanha contra a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e pelo voto aberto na disputa pela presidência do Senado.

Segundo Orlando Rochadel, o procurador da Lava Jato “buscou, fora de suas atribuições legais, interferir na eleição para a presidência do Senado Federal”. 

“A violação à dignidade do cargo e ao decoro é evidente, já que o excelentíssimo membro reclamado (Deltan) não está autorizado a fazer campanha política para eleição de cargo de outro poder da República contra determinado candidato, em matéria alheia à sua atribuição, tampouco falar em nome de todos os membros do Ministério Público do Brasil”, observa Rochadel.

A decisão monocrática do corregedor será submetida ao plenário do CNMP, que decidirá pela abertura ou arquivamento do processo disciplinar.

Reportagem do The Intercept

O corregedor Orlando Rochadel também instaurou na tarde desta segunda-feira (10) um processo administrativo disciplinar contra Dallagnol e os demais procuradores citados na reportagem do site The Intercept Brasil, que denunciou neste domingo (9) atos ilegais praticados pelo procurador da Lava Jato, bem como o ex-juiz Sérgio Moro, comprometendo as investigações, principalmente no caso relacionado ao ex-presidente Lula.

“Sem adiantar qualquer juízo de mérito, observa-se que o contexto indicado assevera eventual desvio na conduta de membros do Ministério Público Federal, o que, em tese, pode caracterizar falta funcional”, escreveu o corregedor.

Orlando Rochadel determina que Deltan Dallagnol e os colegas da Lava Jato prestem informações ao CNMP no prazo de 10 dias.





Foto: CNMP/Divulgação

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