O brilho das luzes do picadeiro se apagou em luto na noite do último sábado (25), quando a artista circense Vademirian Alves de Carvalho Marques, conhecida como Mirinha Carvalho, de 28 anos, sofreu uma queda fatal de cerca de 10 metros durante uma apresentação no Circo São Geraldo, em Cumbe, no agreste sergipano.
O espetáculo, que até então encantava o público com acrobacias e risos, terminou em desespero. Mirinha foi socorrida imediatamente e levada ao Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, mas não resistiu aos ferimentos.
Natural de Acajutiba, na Bahia, a trapezista era mãe de seis filhos e reconhecida pela leveza e destreza com que transformava cada voo em arte. Sua morte abalou profundamente colegas de profissão, familiares e admiradores que acompanhavam sua trajetória sobre as lonas do circo.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe, e a família esteve no local neste domingo (27) para a liberação.
Em nota, a Prefeitura de Cumbe lamentou a tragédia e expressou solidariedade.
“O acidente, que transformou um momento de alegria em profunda tristeza, comoveu todo o município. Mirinha encantava o público com seu talento, carisma e dedicação à arte circense – uma paixão que marcou sua trajetória e deixou um legado de coragem e sensibilidade”, diz o comunicado.
O Circo São Geraldo também se manifestou publicamente, em tom de luto e homenagem.
“Manifestamos nossa mais profunda solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de picadeiro. Que a luz e a coragem dessa artista, que encantava o mundo entre voos e sorrisos, sigam inspirando todos que a amaram”, escreveu.
O nome de Mirinha Carvalho agora se junta à memória de tantos artistas que fizeram do risco um ato de beleza, e cuja paixão pelo espetáculo permanecerá ecoando sob as lonas do circo.
Por Redação
Foto: Arquivo






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