Síntese de um processo de mobilização dos trabalhadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus) deu inicio a campanha salarial 2012, em assembleia realizada na tarde de ontem, 17.
Com o lema ‘Servidores do Judiciário na luta contra os marajás e por um Judiciário mais justo e democrático’ a categoria defende ações moralizadoras no Tribunal de Justiça de Sergipe, como o fim das incorporações de cargos em comissão e funções, extinção dos cargos comissionados e funções de confiança inconstitucionais, além da transparência na gestão financeira e o combate à farra dos “supersalários” para um grupo seleto de magistrados e servidores privilegiados, os marajás.
Na pauta, estão questões ligadas a melhores condições de trabalho, principalmente nos fóruns do interior do estado, e salários mais justos. Segundo a direção do Sindijus, somente no mês de setembro deste ano o TJSE gastou cerca de 800 mil reais com incorporações para contemplar apenas 390 ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança.
“Na campanha salarial desse ano buscaremos fazer um debate com a gestão do Tribunal de Justiça sobre os salários exorbitantes que são pagos a uma parcela privilegiada de pessoas nesse órgão, enquanto a grande maioria dos servidores efetivos acumulam perdas salariais históricas pela falta de reposição salarial que sofreram durante vários anos nesse órgão e pela retirada de direitos ocorrida no último plano de carreira,” informa Plínio Pugliesi, diretor do Sindijus.
O representante do sindicato esclarece ainda que “não é objetivo da nossa categoria, de forma alguma, generalizar os marajás no âmbito do tribunal, essa é uma realidade que favorece apenas a um seleto grupo de magistrados e servidores, passando longe da realidade da maioria. Mas que é uma realidade, isto é”.
Nas discussões com a gestão do Tribunal de Justiça, o sindicato também pretende chamar a atenção para a necessidade de democratizar o acesso aos fóruns, garantindo a não obrigatoriedade do uso de vestuários que, muitas vezes, a população não tem. “Essa é uma medida justa para que a população carente, que necessite utilizar os serviços do Judiciário, possa entrar nos fóruns. Na realidade, a maioria do povo brasileiro que não tem dinheiro para comprar trajes que muitas vezes são exigidos para entrar em repartições públicas como o Judiciário. Já vimos muita gente ser impedida de entrar nos fóruns porque não estava usando”, observa Plínio.
Fonte: Agência Voz






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