A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), enviou nesta quarta-feira, 1°, um alerta epidemiológico aos municípios sergipanos. O objetivo é orientar médicos, enfermeiros e demais profissionais da rede pública e privada sobre a identificação de casos suspeitos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica quando presente em bebidas alcoólicas adulteradas.
A recomendação segue diretriz do Ministério da Saúde, que acionou estados e municípios após a confirmação de seis casos em São Paulo – sendo três deles fatais – e outros dez em investigação. A situação foi classificada como Evento de Saúde Pública (ESP), exigindo atenção redobrada da vigilância em todo o país para detecção precoce e resposta rápida.
Sintomas que exigem atenção imediata
Segundo o diretor da DVS em Sergipe, Marco Aurélio, até agora não houve registro de casos suspeitos no estado. Contudo, ele alerta que os sintomas podem surgir cerca de 12 horas após o consumo de bebidas contaminadas. Entre eles, estão dor abdominal intensa, visão turva ou distorcida, confusão mental, convulsões, náuseas, sinais de gastrite e sensação de embriaguez atípica.
“Sabemos que o consumo de bebidas de origem duvidosa pode ocorrer em qualquer região. Por isso, é essencial que as unidades de saúde estejam preparadas para identificar e notificar imediatamente qualquer suspeita. A vigilância em urgência e emergência precisa ser intensificada”, reforçou Marco Aurélio.
Se houver indícios de intoxicação, a notificação deve ser feita em até 24 horas ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Sergipe (Cievs/SE), por meio do e-mail notifica@saude.se.gov.br ou pelo Disque Notifica: (79) 99191-5838. Além disso, o caso deve ser registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), na categoria Intoxicação Exógena, e encaminhado à Vigilância Epidemiológica do município onde ocorreu o atendimento.
A Secretaria Estadual de Saúde reforça que qualquer paciente com sintomas compatíveis deve buscar imediatamente o serviço de emergência mais próximo, onde será feita a investigação diagnóstica e instituído o tratamento adequado.
Por Redação
Foto: Mário Sousa/SES






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