Senador Rogério defende reforma tributária como revolução da justiça social no Brasil

Durante a votação do PLP 108/2024, senador destacou que o país terá um dos sistemas tributários mais modernos do mundo, com progressividade e devolução de impostos para a população de baixa renda.

Nesta terça-feira, 30, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) fez um discurso enfático no plenário do Senado Federal durante a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e trata do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O parlamentar reforçou que o momento representa uma etapa decisiva para a implantação da reforma tributária no Brasil. Segundo ele, o país passa a contar com uma das estruturas de gestão tributária mais modernas do mundo.

“Esta não é um puxadinho, não é um remendo improvisado que estamos discutindo. Estamos aprovando uma das estruturas tributárias mais modernas do mundo”, afirmou.

Reforma estrutural e digital

Durante o discurso, Carvalho comentou que a proposta aprovada não trata apenas de mudanças pontuais, mas da criação de uma nova estrutura de gestão tributária, construída em parceria entre o Congresso Nacional, o Ministério da Fazenda, o Ministério da Indústria e Comércio e secretarias estaduais e municipais de Fazenda.

“O Brasil terá um dos sistemas, senão o sistema tributário mais moderno e verificável do mundo. Toda essa estrutura será gerida e acompanhada de forma digital, de forma eletrônica. É uma conquista que servirá de exemplo e modelo para o mundo”, disse o senador.

Cobrança no destino e justiça tributária

Rogério Carvalho frisou, ainda, que a mudança do critério de cobrança de impostos — da origem para o destino — representa uma verdadeira revolução.

“A riqueza tributária ficará no local onde o bem ou serviço é consumido: a energia elétrica, o combustível, qualquer produto ou serviço. Isso, por si só, já é uma revolução”, destacou.

Outro ponto central do discurso foi o caráter progressivo da nova tributação. O senador enfatizou que a população de menor renda será beneficiada, pagando menos impostos sobre produtos essenciais, enquanto quem ganha mais passará a contribuir mais.

“Essa população vai pagar menos imposto, tornando a estrutura tributária progressiva, e não regressiva. Quem ganha mais vai pagar mais”, explicou.

Ele também ressaltou o mecanismo de devolução de tributos para famílias de baixa renda.

“A reforma traz algo extraordinário: a devolução de parte dos tributos pagos pela população de baixa renda sobre bens e serviços, reconhecendo sua condição”, apontou.

Dia histórico para o Brasil

Ao encerrar sua fala, Rogério Carvalho classificou a votação como um marco institucional e um legado para várias gerações.

“É um dia em que o Brasil deve se orgulhar da sua institucionalidade, porque os impactos não se restringem a esta geração. Eles alcançarão a geração que já se aposentou e também as futuras gerações”, afirmou.

O senador agradeceu ao relator da proposta, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ao presidente Lula pela condução do processo.

“Estamos entregando ao país a revolução institucional da justiça tributária, que é também justiça social em última instância”, concluiu.



Por Assessoria de Imprensa
Foto: Daniel Gomes

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