Em pronunciamento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na manhã desta terça-feira, 03, Carvalho afirmou que o Brasil precisa discutir alternativas para garantir juros sustentáveis, ampliar os investimentos públicos e construir um modelo econômico que responda às necessidades da população.
O senador Rogério Carvalho (PT/SE) defendeu, na manhã desta terça-feira, 03, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, a necessidade de ampliar o debate sobre a política de juros no Brasil. Para o parlamentar, é preciso questionar a ideia de que a taxa Selic seja o único instrumento para controlar a inflação e buscar alternativas que permitam o crescimento econômico, a geração de renda e a ampliação dos investimentos públicos.
Durante sua fala, Rogério também criticou os fundamentos do neoliberalismo, que, segundo ele, demonstraram suas limitações diante dos desafios econômicos atuais. O senador destacou, com isso, que “o país precisa superar antigos dogmas e discutir caminhos que garantam desenvolvimento sem comprometer o futuro das próximas gerações”.
Para o senador, o controle da inflação não pode depender exclusivamente da elevação ou manutenção de taxas de juros em patamares elevados.
“Existem diferentes fatores que pressionam os preços e que precisam ser considerados na condução da política monetária. Portanto, não podemos continuar acreditando que somente a taxa de juros será capaz de controlar a inflação”, afirmou.
“Têm pressões inflacionárias que não têm necessariamente a ver com a demanda. Precisamos olhar para outras teses e buscar outros caminhos para garantir que nossa economia cresça e que os investimentos públicos aconteçam”, acrescentou.
Rogério ressaltou, com isso, que “o debate precisa considerar a realidade econômica do país e buscar taxas de juros sustentáveis, que não comprometam a capacidade de investimento do Estado nem as oportunidades de desenvolvimento”.
Crítica ao modelo neoliberal e defende investimento público
Ao abordar os limites do neoliberalismo, Rogério destacou que a experiência internacional demonstrou que deixar o funcionamento da economia exclusivamente sob a lógica do mercado não é suficiente para garantir desenvolvimento.
O parlamentar citou a concentração das cadeias globais de suprimentos como exemplo das vulnerabilidades provocadas pela busca permanente da redução de custos, lembrando os problemas de abastecimento enfrentados durante a pandemia.
“O mundo não caminha sem investimento público. Não é possível deixar para o mercado a responsabilidade de dar conta de tudo e do próprio papel do Estado. O neoliberalismo demonstrou suas limitações e não oferece as respostas de que precisamos para enfrentar os desafios atuais”, pontuou.
”É preciso romper dogmas e pautar o futuro da economia”
Em outro momento, o senador também defendeu que o Brasil tenha coragem de questionar conceitos econômicos tratados como verdades permanentes. Para ele, o país precisa abrir espaço para novas ideias e discutir alternativas que conciliem responsabilidade fiscal, crescimento econômico e justiça social.
“Nenhuma verdade pode ser considerada absoluta e eterna. Precisamos romper com esse dogma de que não podemos reduzir a taxa de juros. Existem outras variáveis que precisam ser observadas para que a gente não asfixie o futuro das novas gerações”, declarou.
Por fim, Rogério relacionou a necessidade de mudanças na economia às expectativas manifestadas pela população nas urnas, destacando a busca por novos caminhos e perspectivas de futuro.
“As ruas passaram um recado muito claro: nós queremos futuro, queremos coisas novas, queremos rupturas. Precisamos pautar esse debate e construir uma economia que responda ao que o povo brasileiro precisa e espera”, concluiu.
Por Assessoria de Imprensa
Foto: Daniel Gomes












