Senador Rogério coloca direitos das mulheres no centro do debate ao defender redução da jornada 6×1

Em pronunciamento nesta quarta-feira, 11, Carvalho afirmou que reduzir a escala semanal é uma medida humanitária que pode melhorar a qualidade de vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

Em pronunciamento no plenário do Senado Federal nesta quarta-feira, 11, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu a redução da jornada de trabalho no Brasil como uma medida essencial para melhorar a qualidade de vida da população, especialmente das mulheres trabalhadoras.

O discurso ocorreu poucos dias após o Dia Internacional da Mulher e destacou os impactos da sobrecarga de trabalho enfrentada por milhões de brasileiras.

Para o parlamentar, diminuir a jornada atual de 44 horas semanais para algo entre 36 e 40 horas não é apenas uma pauta trabalhista, mas uma questão de justiça social e de humanização das relações de trabalho.

“O que mais pode beneficiar as mulheres brasileiras é a redução da jornada de trabalho de 44 horas para algo em torno de 36 a 40 horas semanais”, afirmou o senador.

“Não é possível, no mundo em que vivemos, que mulheres que enfrentam, muitas vezes, tripla jornada continuem submetidas a cargas de trabalho tão extenuantes”, acrescentou.

Defesa das mulheres trabalhadoras e da qualidade de vida

Durante o pronunciamento, Carvalho destacou que a realidade da maioria das mulheres brasileiras envolve múltiplas responsabilidades: trabalho formal, cuidados domésticos e atenção à família. Segundo ele, a atual jornada semanal agrava essa sobrecarga e dificulta o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

“Os empregos com escala de seis dias de trabalho para um de descanso estão entre os mais extenuantes. E essa realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que continuam assumindo grande parte das responsabilidades familiares”, disse.

O senador também ressaltou que a redução da jornada precisa ser tratada como um tema de interesse nacional e não como uma pauta restrita a um campo ideológico.

“Esse não é um tema que deveria dizer respeito apenas a um lado da política. A redução da jornada de trabalho é, antes de tudo, uma questão humanitária”, pontuou.

Mais renda e mais empregos

Ainda em seu discurso, o parlamentar rebateu críticas de setores que afirmam que a redução da jornada poderia prejudicar a economia. Para sustentar sua argumentação, ele citou exemplos históricos de avanços trabalhistas que enfrentaram resistência inicial, como a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do 13º salário.

Em seguida, ele mencionou as mudanças consolidadas na Constituição Brasileira de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

“Sempre que houve redução de jornada disseram que isso quebraria a economia ou destruiria o setor produtivo. Mas nenhuma dessas medidas provocou o colapso que previam”, ressaltou.

Com isso, o senador argumentou que políticas de distribuição de renda fortalecem o consumo e impulsionam o crescimento econômico. Nesse contexto, citou os resultados econômicos registrados durante os governos do presidente Lula.

“Quando distribuímos riqueza e aumentamos a renda, a demanda cresce e os empregos aparecem. O que gera emprego é gente com renda consumindo mais”, destacou.

Humanização das relações de trabalho

Além do aspecto econômico, Rogério Carvalho enfatizou que o debate sobre a jornada de trabalho precisa considerar a dimensão humana da vida dos trabalhadores. Para ele, a redução da carga semanal permitiria mais convivência familiar, lazer e cuidado com a saúde mental.

“Um dia a menos de trabalho significa mais tempo para viver, para estar com a família e para cuidar da própria vida. Isso também é desenvolvimento”, explicou, criticando a forma como parte do debate econômico trata os trabalhadores apenas como números.

“Muitos desumanizam os trabalhadores. Esquecem que são pessoas com nome, família, sentimentos e sonhos. O trabalhador brasileiro precisa ser tratado como gente”, completou.

Ao final de seu pronunciamento, o parlamentar reforçou que a redução da jornada de trabalho pode impactar diretamente a vida de milhões de brasileiros.

“Esse é um passo fundamental para diminuir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida de cerca de 38 milhões de trabalhadores e trabalhadoras e de mais de 120 milhões de brasileiros que serão impactados por essa mudança”, concluiu.




Por Assessoria de Imprensa
Fotos: Daniel Gomes

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