A Secretaria de Estado da Saúde (SES) acendeu o sinal vermelho nesta terça-feira (30) ao divulgar o mais recente Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) de 2025. O estudo revelou que seis municípios sergipanos registraram altos índices de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Segundo o levantamento, 48 cidades estão em situação de médio risco e outras 21 em condição mais favorável, com baixa infestação. O LIRAa classifica como baixo risco índices de até 0,9; médio entre 1,0 e 3,9; e alto quando o número supera 4,0.
Municípios em situação crítica:
- Nossa Senhora da Glória: 5,1
- Itabaiana: 4,4
- Capela: 4,3
- Nossa Senhora das Dores: 4,3
- Areia Branca: 4,1
- Simão Dias: 4,1
Diante desses números, cada prefeitura deve intensificar ações preventivas, incluindo visitas a residências, mutirões de limpeza e campanhas educativas.
O perigo invisível
De pernas listradas e aparência inofensiva, o Aedes aegypti continua sendo uma das maiores ameaças à saúde pública. O mosquito encontra nos pequenos focos de água parada o ambiente perfeito para se reproduzir, e a colaboração da população é decisiva para conter sua expansão. Vasos de plantas, pneus abandonados e reservatórios destampados são os principais vilões.
Sintomas exigem atenção imediata
Dores fortes na cabeça, fadiga intensa, incômodo atrás dos olhos, manchas vermelhas e dores musculares são alguns sinais de alerta para doenças transmitidas pelo Aedes.
A SES reforça que, diante de qualquer suspeita, a recomendação é procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima e jamais recorrer à automedicação. O uso de anti-inflamatórios e medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) pode agravar os riscos de complicações, principalmente em casos de dengue.
Por Redação
Foto: Divulgação






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