Rogério Carvalho sai em defesa de Rodrigo Pacheco e diz que é “preciso prevalecer honestidade intelectual com a República”

O senador Rogério Carvalho (PT/SE) declarou, neste domingo, 26, total apoio ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG) no embate com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL). Ambos se envolveram numa troca de farpas a respeito do rito de tramitação das Medidas Provisórias no Congresso Nacional.

No entendimento do 1º Secretário do Senado, é preciso consciência sobre o importante trabalho desempenhado por Pacheco à frente da Mesa Diretora, sobretudo no andamento de matéria de extrema urgência. E, por isso, ele reforçou que esse embate promovido por Lira pode vir a gerar atrasos no fluxo de pautas no Congresso Nacional, podendo prejudicar o andamento de projetos urgentes que beneficiam o povo brasileiro.

“Pacheco busca preservar nossa união federativa, pois nosso Congresso bicameral com atribuições definidas na Constituição, serve pra garantir que interesses menores, momentâneos, não comprometam a engrenagem que separa governo de Estado, vontade popular e Unidade Federativa”, destacou Rogério Carvalho.

“O sistema de governo não é pra atender a interesses conjunturais de quaisquer natureza”, acrescentou ressaltando que existem outras “questões mais urgentes e primordiais para serem resolvidas no momento”.

“Nosso povo sofreu uma série de negligências nos últimos anos e isso contribuiu, diretamente, com o aumento do desemprego, da fome e da desassistência na saúde. Então, o momento atual requer outros interesses. O momento exige trabalho pelo povo, pois precisamos garantir direitos à população”, disse.

Por essa razão, ainda de acordo com Carvalho, é de extrema necessidade que a “honestidade intelectual” seja mantida para que “seja deixado de lado interesses individuais” que, no momento, tendem a frear o avanço do desenvolvimento que o país necessita.

“Espero que prevaleça a honestidade intelectual com a República, que fora construída na Constituição de 1988”, concluiu.

Entenda o caso

O impasse começou por conta da retomada do rito de tramitação das medidas provisórias (MPs) do Executivo. Essas medidas têm validade máxima de 120 dias e devem ser aprovadas pelo Congresso nesse prazo.

Antes, as MPs eram analisadas por uma comissão mista de senadores e deputados, mas, durante a pandemia de Covid-19, passaram a ser analisadas apenas pela Câmara. Agora, o Congresso voltou a funcionar como antes, porém Lira se recusa a retomar o rito anterior.

Enquanto isso, Pacheco, por entender a importância da celeridade de alguns temas, retomou as comissões mistas para as MPs do governo Lula – fato que tem gerado insatisfação à Lira que tem notado sua perda de poder e influência.






Por Assessoria de Imprensa
Foto: Assessoria de Imprensa

Comente

Arquivos

Categorias

/* ]]> */