Escolhido por Lula afirmou, durante sabatina promovida pelo Instituto Sergipano de Defesa Animal (Isda), que a retomada da Secretaria de Estado do Meio Ambiente será primordial para aplicação de políticas públicas voltadas à conservação e proteção da fauna e flora sergipanas.
O candidato ao Governo de Sergipe, Rogério Carvalho (PT), participou, na tarde desta terça-feira, 06, de uma sabatina promovida pelo Instituto Sergipano de Defesa Animal (Isda). Na oportunidade, o escolhido por Lula se comprometeu com a pauta ambiental, tendo como principal prioridade a retomada da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Entre ações defendidas por ele, a partir da recriação da pasta, Rogério Carvalho afirmou que o Estado atuará na aplicação de políticas públicas voltadas à conservação e proteção da fauna e flora sergipanas.
“Isso é uma responsabilidade do Estado, porque é um bem coletivo. Um bem maior. Precisamos de unidades de conservação para que possamos dispor de meios para preservação. Por isso, é indispensável o retorno da Secretaria de Meio Ambiente, porque nossos biomas estão sem acompanhamento”, afirmou Rogério Carvalho.
Outro ponto estabelecido pelo futuro governador diz respeito ao “monitoramento das espécies ameaçadas de extinção e o acompanhamento da situação populacional”. “Creio que não tem outra alternativa a não ser criarmos, dentro da Secretaria do Meio Ambiente, um setor que cuide especificamente disso e que faça parcerias com instituições universitárias, para termos dados concretos sobre a nossa fauna, qual a população de cada espécie e como tem se comportado “, disse.
“Não sabemos se a produção em larga escala de novas culturas têm afetado a nossa fauna e, por isso, precisamos ter uma Secretaria do Meio Ambiente atuante, com parceria estabelecida para trabalharmos no controle populacional e acompanhamento das nossas espécies”, acrescentou.
“Animal não é coisa”
“A nova legislação diz que os animais não são coisas, e não podemos dispor de suas vidas de qualquer forma. São seres que precisam ser respeitados. E essa é uma discussão que precisa ser aprofundada, num trabalho conjunto”, declarou Rogério Carvalho ao ser questionado sobre sua posição em defesa da causa animal.
Ele também assegurou que tem “compromisso com a defesa e proteção dos animais”. “Temos total abertura para o diálogo para que tenhamos algo transformador e para que a sociedade entenda os animais como seres sensitivos. Porque são seres com emoções e que precisam ser vistos de uma outra forma. Esse debate está dentro dos nossos compromissos ambientais”, informou.
Zoológico de Aracaju
Já sobre a manutenção do zoológico de Aracaju, Rogério Carvalho destacou que o local precisa “estar dentro das regras legais, mas sua continuidade precisa ser discutida com a sociedade”. “Os animais não podem ser tratados de qualquer jeito, contudo é necessário discutir com todos sobre o que fazer com àqueles que não têm condições de serem reintegrados à natureza”, ponderou.
“Os abatedouros deviam ter passado por um processo de readequação e não fechados totalmente”
Em um dos momentos da sabatina, Rogério Carvalho comentou sobre o fechamento de matadouros e abatedouros no interior sergipano. Segundo ele, devido ao grande número de desemprego provocado pelo encerramento das atividades, o Estado deveria ter buscado a adequação desses espaços, não o fechamento total.
“O abate tem que ser feito sem sofrimento aos animais. Ao invés de fechar os matadouros, era preciso ter inserido tecnologias, dentro das práticas ligadas à legislação, que começa desde o lugar onde o animal é mantido até o abate”, explicou.
Entretanto, ele reforçou que esse tipo de atividade não pode, em hipótese alguma, envolver “maus-tratos” nem inadequações à legislação. “Não pode ser maltratado. O animal não pode ser cruelmente abatido. Tem que seguir as normas. Por isso, nosso programa de reestruturação indica a exigência das regras estabelecidas, com o abate sem sofrimento e crueldade aos animais”, ressaltou.
“Não podemos permitir que rinhas de galo continuem sendo realizadas no Estado”
De acordo com Rogério Carvalho, a problemática da cultura das rinhas de galo em Sergipe precisa ser pautada com base no cumprimento da lei, com canais abertos para dar ao cidadão a oportunidade de denunciar essas práticas.
“Temos que criar os mecanismos de diálogo com a sociedade para que o Governo transforme essas questões em ações. Porque é um crime e deve ser combatido. Mas, para coibirmos a prática, precisamos que as denúncias cheguem. Se não houver conscientização e colaboração de toda a sociedade, com denúncias, não conseguiremos estar presentes em todos os lugares para evitar que esses crimes ocorram”, comentou.
“É dever do poder público buscar uma alternativa de renda para os carroceiros”
Questionado sobre a continuidade de carroças nos centros urbanos, Rogério Carvalho confessou que “sempre me incomodo quando vejo veículos com tração animal”. “Estar no trânsito caracteriza maus-tratos a qualquer animal, porque é algo extremamente perturbador. Mas o trabalhador precisa de uma alternativa de renda, por isso precisamos pensar num programa de financiamento para quem tem carroça, possa ter um veículo motorizado e tirar os animais desse tipo de trabalho”, sugeriu.
“Mas, para isso, precisamos discutir com os municípios e com os carroceiros. Creio que podemos dar uma alternativa, porque temos que criar situações que sejam mais lucrativas para o trabalhador e, com isso, possamos abandonar essa prática antiquada”, finalizou.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Janaína Santos






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