O presidente do PL em Sergipe, deputado federal Rodrigo Valadares, candidato a senador, fez um pronunciamento nas redes sociais em que afirmou ter identificado, segundo sua avaliação, a motivação por trás dos ataques que vem sofrendo dentro do próprio campo político.
O dirigente apontou uma suposta articulação envolvendo integrantes da direita sergipana e o ex-deputado federal André Moura (União Brasil), candidato a senador pelo grupo governista.
Logo no início da declaração, Valadares afirmou que decidiu expor o que considera ser a “verdade” por trás dos conflitos.
“Mesmo triste, jogado, a verdade precisa ser revelada. Vocês vão saber que verdade é essa”, enfatizou.
Segundo o presidente do PL, durante muito tempo ele tentou entender a razão das críticas feitas por Luizão Dona Trampi e essa turma. Ele afirmou que havia procurado ajudar os dois.
“Por muito tempo eu tentei entender por que tanta fúria, por que Luizão me atacava tanto, por que essa turma estava me atacando tanto, pessoas que eu só quis ajudar, só quis ajudar”, denunciou.
Material de campanha e pedido de votos
Rodrigo Valadares também relatou um episódio ocorrido durante um evento político. De acordo com ele, enquanto estava no trio elétrico e defendia a união do grupo, materiais políticos estariam sendo distribuídos no local.
“Enquanto eu, no trio, chamei Luizão, chamei Ricardo Marques – e eu poderia não ter chamado – e pregava a união. Esse era o material que estava sendo distribuído lá embaixo do evento. Luizão e Flávio da Direita Sergipana pedindo voto para Coronel Rocha e para André Moura”, disse Rodrigo Valadares, enquanto apresenta santinhos com os nomes e fotos de Luizão Dona Trampi, Flávio da Direita Sergipana, Coronel Rocha, André Moura, Ricardo Marques e Flávio Bolsonaro, todos reunidos em um mesmo material de campanha.

Na sequência, Valadares afirmou que o material apresentava Luizão pedindo votos e fazendo referências a candidatos ligados ao grupo de André Moura.
“Luizão pedindo o voto, falando da direita de Sergipe, Luizão pedindo o voto para André Moura”, revelou.
Rodrigo questiona uso de recursos do Fundo Partidário
Um dos pontos centrais do pronunciamento foi o questionamento feito por Valadares sobre recursos partidários. Ele afirmou que o partido teria destinado R$ 120 mil do Fundo Partidário a Flávio da Direita Sergipana e questionou a utilização desses recursos.
“Flávio da Direita, o partido ajudou com 120 mil reais do Fundo Partidário. Luizão Dona Trampi recebeu o teto, recebeu mais que eu, para estar fazendo campanha para André Moura”, lamentou.
Valadares também levantou dúvidas sobre a origem de materiais que, segundo ele, teriam sido utilizados na campanha. O próprio dirigente, porém, apresentou a hipótese de que o material poderia ter sido produzido por apoiadores.
“Naturalmente ele não fez do Fundo Partidário, não pode, mas pode ter usado um apoiador ou pode ter rodado de maneira até clandestina”, afirmou.
“Os ataques que eu sofri só têm um objetivo”
Para o presidente do PL, os episódios citados ajudariam a explicar os ataques que recebeu e as acusações de que estaria tentando enfraquecer a direita em Sergipe.
“Muitos me acusaram de tentar destruir a direita, de dizer que eu estava destruindo o PL. Na verdade, essas pessoas estavam a serviço de André Moura”, denunciou.
Valadares também criticou uma eventual aproximação de integrantes do PL com Moura e afirmou que isso poderia estar relacionado a interesses eleitorais.

“Vocês se aliaram a André Moura para sabotar o projeto de Bolsonaro, só para ter um mandato e a presença do partido. Lamentável isso, lamentável, é chocante”, criticou.
Em outro momento, foi ainda mais direto ao apontar o que considera ser a razão dos ataques:
“Os ataques que eu sofri só têm um objetivo: a volta de André Moura”, disparou.
Críticas ao histórico político de André Moura
Durante a fala, Rodrigo também fez críticas ao histórico político de André Moura e mencionou condenações relacionadas ao ex-parlamentar.
“André Moura, aquele mesmo do Rio de Janeiro, que fez o que fez, que teve as condenações que teve, e que o passado fala por si”, lembrou.
O dirigente também questionou a possibilidade de Moura retornar ao cenário político e fez referência a uma eventual posição dele em relação ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
“Você acha que André Moura vai votar para tirar Xandão? Essas pessoas são tão cegas pelo poder. E Luizão deu uma entrevista dizendo que queria a presença do PL e se aliou a André Moura para tentar me derrubar”, desabafou.
Pronunciamento termina com pedido de perdão
Ao final, Valadares afirmou estar indignado com a situação e disse que, na sua avaliação, os envolvidos estariam priorizando interesses eleitorais.
“Eu estou assim chocado, porque eles não estão se importando nem com o Brasil, nem com o Bolsonaro. Eles só querem um mandato e tomar o partido”, observou.
Apesar das críticas, Rodrigo encerrou a fala afirmando que perdoava os adversários.
“Luizão, eu já libero perdão, eu sou cristão. Coloco vocês nas mãos de Deus”, concluiu.
O pronunciamento de Rodrigo Valadares amplia a tensão dentro do cenário político sergipano e coloca novamente no centro do debate as disputas internas do campo da direita, além das articulações em torno das próximas eleições.
Por Redação
Foto: Divulgação






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