Rodrigo chama Alessandro de ‘traidor’, defende candidatura de Bolsonaro e elogia coerência do PT na defesa de Lula

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (15), o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) analisou o cenário político nacional após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e projetou os próximos passos do Partido Liberal em Sergipe, partido que agora está sob seu comando.

O parlamentar defendeu a elegibilidade de Bolsonaro, criticou antigos aliados que, segundo ele, “traíram o bolsonarismo”, e destacou a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, como peça central na articulação do partido no Estado.

“Emília é a nossa líder, inclusive já convidamos várias vezes para que ela lidere o processo do PL, ou seja, de fazer toda a parte política, de arrumação de grupos, e vamos cumprir a missão do presidente Bolsonaro, que é a missão do Congresso Nacional”, afirmou, destacando que a renovação do Legislativo é urgente.

“Precisamos mudar o Congresso Nacional, a representatividade do Congresso Nacional, que essa representatividade tenha a ver com os anseios do povo brasileiro, e principalmente o Senado”, salientou.

Críticas ao Senado e à “traição” de aliados

O deputado foi duro ao criticar a atual composição do Senado, que, em sua visão, não corresponde aos interesses dos eleitores que elegeram a maioria em 2018.

“O Senado hoje, claro, com as suas exceções, e lembrando que hoje nós não temos a maioria do Senado. Dois terços foram renovados em 2018, muitos naquela onda do início do bolsonarismo, que traíram o presidente Bolsonaro. Exemplos não faltam: Alessandro Vieira, Soraya Thronicke, Contarato, que até ao PT se filiou. Quantas pessoas foram enganadas naquele Senado em 2018”, disse.

Valadares também responsabilizou a falta de ação da Casa diante do que classifica como abusos do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se nós tivéssemos um Senado ativo, um Senado que respeitasse a si, diversos problemas de abusos do STF já estariam sanados”, afirmou.

Defesa de Bolsonaro e críticas a opositores

Questionado sobre as acusações que pesam contra o ex-presidente, Valadares foi categórico.

“Bolsonaro não cometeu crime algum. O golpe é uma fantasia criada pelo sistema para impedir o líder das pesquisas de participar das eleições”, justificou.

O deputado também alertou para o que considera uma “falsa direita” que deve surgir nas eleições de 2026.

“Muita gente vai chegar se dizendo defensor da direita, porque a direita dá voto. Vai se dizer defensor do impeachment, porque dá voto. Vai se dizer defensor do presidente Bolsonaro, porque dá voto. Mas nas práticas não são. Nas práticas fazem o contrário”, lamentou.

Entre as críticas políticas, Rodrigo Valadares direcionou ataques ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acusando-o de incoerência sobre o tema do armamento civil.

“Alessandro Vieira se elegeu dizendo que ia defender o direito do cidadão a ter o porte de arma. Veja, hoje é o maior desarmamentista que existe no Congresso Nacional. Quem me disse isso foi o Marcos Pollon, presidente do ProArmas. Então você veja o quanto o povo é enganado”, disparou.

Divergências no PL sergipano

Valadares também expôs insatisfação com a postura do ex-presidente do PL em Sergipe, Edvan Amorim.

“As coisas mais terríveis acontecendo com o presidente Bolsonaro e com a direita, e o ex-presidente (Edvan Amorim) não dava um pronunciamento. Não dava um pronunciamento. Assim é triste a gente ver isso”, criticou, fazendo uma comparação direta com a militância petista, em que ele diz ser motivo de admiração.

“Você já viu alguém do PT que não defende Lula? Vocês já viram isso? Algum filiado ao PT que não defende Lula? Isso é digno de respeito, não a defesa de Lula, porque é um descondenado, um ladrão, mas a coerência ideológica que eles têm. Eles estão no PT e defendem Lula, um bandido, mas eles defendem. Agora, no PL em Sergipe, estava acontecendo o oposto. Então a gente chega para alinhar isso, a gente chega para resolver isso”, salientou.

Rodrigo Valadares garantiu que o PL terá candidato ao governo estadual e que a decisão será colegiada, sob liderança de Emília Corrêa e Valmir de Francisquinho.

“Quanto a candidatura de governo, quem definirá serão os nossos líderes e aqueles que têm voto. Primeiro, Emília, que é a nossa líder. Valmir, que foi o mais votado na eleição passada. Então, o projeto estadual de governo eu já deixo aqui, já a procuração, para que seja decidido pelo grupo”, explicou.

Apesar disso, ressaltou que a prioridade segue sendo nacional: a viabilização da candidatura de Bolsonaro em 2026.

“Eu vou lutar até o último momento para que Bolsonaro possa ser o nosso candidato, porque essa é a vontade do povo. Todas as pesquisas sérias mostram que hoje Bolsonaro venceria Lula. Nós temos esperança que a gente consiga aprovar uma anistia e que Bolsonaro esteja também anistiado, com os seus direitos políticos, e possa concorrer às eleições. Esse é o nosso foco”, defendeu.

Ao encerrar, Valadares deixou claro que o partido não abrirá mão de ter Bolsonaro ou alguém indicado por ele como cabeça de chapa presidencial.

“O importante é saber, o PL terá o candidato que Bolsonaro irá determinar, ponto. O nosso candidato é Bolsonaro. Não pode ser Bolsonaro, quem Bolsonaro indicar”, concluiu.


Por Redação
Foto: Reprodução/YouTube

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