O pastor e empresário da fé, Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (20).
A medida, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, integra o inquérito que apura uma suposta tentativa de obstruir o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de articular um golpe de Estado em 2022.
Malafaia, um dos aliados mais próximos de Bolsonaro, foi surpreendido por agentes da Polícia Federal (PF) ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, após retornar de uma viagem a Portugal. No país europeu, o pastor participou de uma série de eventos na igreja dele em Lisboa.
Durante a abordagem, os agentes cumpriram a ordem de busca pessoal e deram início à apreensão de possíveis provas relacionadas ao caso.
Mensagens ligam Malafaia a articulações
Segundo apuração da PF, mensagens obtidas em dois aparelhos de Jair Bolsonaro — recolhidos em agosto, durante ações judiciais que incluíram a colocação de tornozeleira eletrônica e a decretação de prisão domiciliar do ex-presidente — mencionariam o nome de Malafaia em supostas conversas voltadas à obstrução das investigações.
Essas evidências teriam reforçado a necessidade de incluir o líder religioso no inquérito, que investiga tentativas de interferir no andamento do julgamento do ex-presidente.
Medidas restritivas
Além da busca e apreensão, Alexandre de Moraes determinou que Silas Malafaia não deixe o Brasil e não mantenha contato com outros investigados no caso. A decisão inclui também a apreensão do passaporte do pastor.
Com isso, um dos principais nomes do bolsonarismo passa a figurar formalmente na lista de investigados em um dos inquéritos mais sensíveis da história recente do país.
Aval da PGR
As medidas foram solicitadas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal e receberam aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), em parecer emitido no último dia 15.
No documento, o procurador-geral Paulo Gonet destacou que as investigações da PF revelaram diálogos e publicações em que Silas Malafaia “aparece como orientador e colaborador das ações de coação e obstrução conduzidas pelos investigados Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro”.
Por Redação
Foto: YouTube






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