No Brasil, 30 de setembro é a data comemorativa ao dia do profissional de Secretariado

A profissão tem passado por importantes transformações, especialmente ao longo do século XX. Inicialmente voltada a atividades burocráticas, como redação de documentos e organização de arquivos, evoluiu para ocupar papel estratégico dentro das organizações. A regulamentação no país ocorreu com a promulgação das Leis Federais nº 7.377/1985 e nº 9.261/1996, estabelecendo duas categorias principais: secretário técnico (nível médio) e secretário executivo (nível superior), bem como o detalhamento das atribuições previstas para o exercício profissional em cada uma das referidas categorias.

O Código de Ética do Profissional de Secretariado, aliado ao mencionado marco legal, estabelece princípios e normas que orientam a conduta dos secretários no exercício da profissão; buscando garantir a integridade, a responsabilidade e a valorização da atividade. Entre os seus principais pontos, destacam-se resumidamente: sigilo, confidencialidade, respeito aos colaboradores internos e externos, responsabilidade perante à empresa e sociedade e valorização da profissão.

A formação contempla cursos técnicos voltados a rotinas administrativas e, também, cursos superiores de Secretariado Executivo, nas modalidades bacharelado e tecnólogo, regulamentados pelo MEC, que preparam profissionais para atuar em gestão, idiomas, tecnologia, assessoria e comunicação organizacional. O perfil atual exige competências interpessoais, domínio de línguas estrangeiras e capacidade de análise estratégica.

O mercado de trabalho é bastante diversificado. Secretários podem atuar em empresas privadas, de diferentes portes e ramos; em órgãos públicos, como prefeituras, secretarias e estatais; em instituições de ensino e saúde; em organizações do terceiro setor; no setor financeiro; em multinacionais; e em áreas como eventos e turismo. Nessas instituições, desempenham funções ligadas à gestão da informação, apoio à liderança, organização de agendas e tomada de decisões.

Um campo emergente é a paradiplomacia, ou seja, as relações internacionais conduzidas por estados e municípios. Nesse contexto, o secretário exerce papel estratégico: assessora gestores públicos em contatos externos, organiza agendas e eventos diplomáticos, elabora e traduz documentos oficiais, apoia na formalização de acordos de cooperação e atua como mediador intercultural. Além disso, utiliza tecnologias avançadas para gerir informações sobre parcerias internacionais, fortalecendo vínculos entre regiões e outros países.

O secretariado no Brasil vem se consolidando como profissão dinâmica, reconhecida por lei, com sólida formação acadêmica e atuação em múltiplos setores. O profissional de secretariado é gestor de informações, assessor estratégico, que contribui para o desenvolvimento das organizações e, em especial, para o fortalecimento das relações locais no cenário global.


Silvia Regina Paverchi é professora do Departamento de Secretariado Executivo da Universidade Federal de Sergipe (UFS).




*Este é um artigo pessoal de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Hora News.

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