O palco se despediu de uma de suas vozes mais marcantes. O ator sergipano Orlando Vieira faleceu nesta sexta-feira (5), aos 94 anos, em um hospital particular de Aracaju, vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia.
Natural de Capela, Orlando escreveu seu nome na história das artes brasileiras com atuações que atravessaram o teatro, o cinema e a televisão. O reconhecimento nacional veio em 1983, quando brilhou em Sargento Getúlio e conquistou o Troféu Kikito, no Festival de Gramado. Sua trajetória, no entanto, não se restringiu a esse marco: esteve em produções como Irmãos Coragem, Tereza Batista, Quem Matou Pixote?, Narradores de Javé, Aos Ventos que Virão, além de projetos sergipanos como A Última Semana de Lampião.
O talento e a versatilidade de Orlando lhe renderam respeito entre colegas e admiração do público. A Prefeitura de Aracaju lamentou a perda e destacou, em nota, a relevância de sua obra.
“Sua contribuição à teledramaturgia nacional seguirá inspirando futuras gerações de artistas”, diz nota da prefeitura.
A despedida também repercutiu em Brasília. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, manifestou pesar nas redes sociais.
“Com tristeza, recebi a notícia do falecimento do ator sergipano Orlando Vieira, um talento que orgulhou a todos nós. Que Deus o tenha em um bom lugar e conforte familiares e amigos nesse momento de luto”, escreveu o ministro.
Orlando Vieira parte deixando um legado de arte, resistência e identidade, que continuará ecoando nas telas e palcos do país.
Por Redação
Foto: Reprodução/Rede Social






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