Cortes na educação podem derrubar Bolsonaro. Mais de 20 mil protestam em Aracaju

Milhares de estudantes, professores, movimentos sociais e sindicatos ganharam às ruas de Aracaju na tarde desta quarta-feira (15) para protestar contra o corte de 30% do orçamento das universidades públicas, incluindo a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Instituto Federal de Sergipe (IFS), anunciado pelo governo Bolsonaro.

O Dia Nacional de Greve na Educação mobilizou em Aracaju mais de 20 mil manifestantes, que percorreram as principais ruas do Centro de Aracaju, passando pelo Calçadão da Rua João Pessoa e finalizando o ato público na Praça General Valadão.

A redução dos investimentos nas instituições federais de ensino superior vai colocar em risco cursos de mestrado e doutorado, além da área de pesquisas. Na UFS, por exemplo, o bloqueio de recursos de custeio no montante de R$ 29.584.866,00, coloca também em risco a manutenção dos serviços essenciais de energia, água, telefonia, limpeza, vigilância, e pessoal de apoio administrativo terceirizado, segundo o reitor da instituição.

Com cartazes e gritos de guerra os manifestantes vaiaram e pediram a demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Mas o presidente Jair Bolsonaro foi o principal alvo da manifestação. Também bastante vaiado, estudantes, professores e os demais manifestantes pediram sua renúncia.

Estudantes e professores da UFS protestam contra Bolsonaro

Os estudantes e professores se revoltaram ainda mais ao tomarem conhecimento que Bolsonaro os chamou de ‘idiotas úteis’, após ser questionado por jornalistas sobre a preocupação do governo com a manifestação dos estudantes e educadores.

“Quando este presidente despreparado, arrogante e autoritário nos chama de ‘idiotas úteis’, mostra o grau de educação que ele tem. Mostra o quanto ele desrespeita os professores que são os responsáveis por formar os demais profissionais e não tem noção do papel desta categoria na formação dos brasileiros”, diz a estudante Cíntia Barbosa.

“As medidas adotadas por este desgoverno representam um ataque aos municípios, aos estados, mas principalmente à população carente que é dependente do ensino público. Não há desenvolvimento sem investimento na educação pública”, afirma a professora Leila Cavalcante.

Além de Aracaju, o Dia Nacional de Greve na Educação aconteceu em todas as capitais do Brasil e em centenas de cidades do interior do país.

Fotos: Hora News

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