Lula acusa prefeitos de crime eleitoral por corte de transporte e cobra reação do TSE

Em forte pronunciamento neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra o que classificou como uma ação criminosa e coordenada de “banditismo” eleitoral em grandes centros urbanos do país. O chefe do Executivo denunciou a redução intencional nas frotas de transporte público, apontando capitais como São Paulo e Salvador como focos de uma estratégia deliberada para impedir que moradores da periferia e a classe trabalhadora cheguem aos locais de votação.

Ao rotular a situação como “abominável”, Lula traçou um paralelo com as operações e bloqueios rodoviários ocorridos no pleito de 2022. Diante do diagnóstico, o presidente acionou formalmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigindo não apenas a punição criminal imediata dos gestores municipais envolvidos, mas também a extensão do horário de votação nas localidades afetadas.

Boicote logístico afeta capitais e o coração financeiro do país

Informações operacionais obtidas pelo governo federal revelam um apagão no transporte que atinge diversas regiões brasileiras. O caso mais crítico ocorre na capital paulista, onde se estima que cerca de 40% da frota de ônibus tenha sido recolhida. Relatórios semelhantes documentam irregularidades no tráfego de passageiros na Bahia e em outras capitais e cidades de médio e grande porte.

“Em São Paulo, quase 40% dos ônibus sumiram das ruas. Na Bahia, a frota também foi cortada. A mesma prática foi identificada em Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Recife, Maceió, João Pessoa, e até no transporte por balsas no Pará. O cidadão não pode ser privado de seu direito constitucional porque um empresário desonesto ou um prefeito sem caráter tentou sabotar o voto popular”, protestou Lula.

De acordo com o presidente, a investida atual demonstra uma mudança de patamar na tentativa de interferência eleitoral. Enquanto as denúncias de pleitos passados se concentravam em bloqueios rodoviários no Nordeste e no interior do país, a atual supressão de transporte atingiu diretamente a maior metrópole da América Latina, o que, segundo ele, torna o esvaziamento das frotas um ato intolerável dentro da normalidade democrática.


Por Redação
Foto: Ricardo Stuckert

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