Declarações da vereadora Sônia Meire na Câmara Municipal sobre viagem de Dilermando Júnior ao Oriente Médio provocam forte reação política e prometem agitar o Legislativo de Aracaju.
Na manhã da última sexta-feira (27), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o vereador Lúcio Flávio (PL) anunciou que vai acionar o Conselho de Ética da Câmara Municipal contra a vereadora Sônia Meire (PSOL). O motivo foi a fala polêmica da parlamentar, feita na tribuna, sobre a viagem do secretário municipal Dilermando Júnior a Israel, em meio ao conflito contra Gaza.
Sônia ironizou a missão internacional e disse que o secretário deveria ter permanecido no país mesmo diante do risco de bombardeios.
“Porque o que a prefeitura foi fazer lá foi conhecer exatamente o sistema de segurança e o laboratório de Gaza. Só que não deu tempo mostrar porque houve conflito com o Irã e Dilermando teve que voltar às pressas para não ser morto por um míssil. Então, deveria ter ficado lá até o fim para ver e ter ido para a Gaza”, declarou a vereadora.
A declaração foi alvo imediato de críticas de Lúcio Flávio, que classificou o discurso como “grave, irresponsável e carregado de ódio”.
“Veja, a tribuna é um lugar sério. É onde se decide o futuro da população de Aracaju. Quando uma vereadora diz que o secretário saiu correndo para não morrer e que deveria ter ficado lá, no meio da guerra, isso ultrapassa todos os limites. Vou levar a fala dela ao Conselho de Ética para que esse tipo de postura não seja legitimado”, afirmou o parlamentar à Jovem Pan.
Durante a entrevista, Lúcio acusou Sônia Meire de agir com hostilidade recorrente em relação a Israel e destacou que a fala não atinge apenas o secretário, mas também a prefeita Emília Corrêa e a população aracajuana.
“O secretário estava representando a prefeita, e a prefeita representa toda a cidade. Então era para a prefeita ter tomado esse míssil? Era para Aracaju estar no meio da guerra? Chega de brincar com a política usando ódio e violência”, disse.
O vereador ainda afirmou que investigará supostos colegas que teriam incentivado a fala de Sônia Meire no plenário.
“Não foram os vereadores, foi a vereadora Sônia Meire. Mas até, para piorar, ela foi motivada por outros. Vou querer saber quem foi e levar junto para o Conselho de Ética”, completou.
Próximos passos
A denúncia de Lúcio Flávio deve ser formalizada nos próximos dias, abrindo mais um capítulo de embates no Legislativo da capital sergipana. Enquanto aliados de Dilermando Júnior reforçam apoio ao secretário e defendem a relevância da missão em Israel, opositores acusam o vereador do PL de tentar censurar críticas à política da prefeitura.
O caso promete aumentar a temperatura na Câmara Municipal e acirrar ainda mais os debates sobre os limites do discurso parlamentar.
Por Redação
Foto: Jovem Pan






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