Imposto de Renda: especialista explica o que muda com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para rendas mensais de até R$ 5 mil foi aprovada pelo Congresso Nacional e promete transformar o cenário tributário do país. A medida, que agora aguarda sanção presidencial, deve beneficiar mais de 26 milhões de brasileiros, tornando-se uma das maiores reformulações recentes na cobrança do imposto.

O contabilista Josevaldo Mota, responsável técnico pelo escritório J&A Contabilidade, acompanha de perto as mudanças. Ele avalia que a novidade representa muito mais do que um simples alívio no bolso do contribuinte.

“Essa alteração não é apenas uma redução de imposto. Trata-se de um marco na reorganização tributária do Brasil. Exige preparo técnico, planejamento e diálogo constante entre contadores e clientes para aproveitar corretamente os benefícios e manter a conformidade fiscal”, explica.

O que muda na prática

De acordo com Mota, o projeto traz uma nova estrutura de tributação, dividida em três eixos principais:

  • Isenção total para quem recebe até R$ 5 mil mensais, com desconto integral que elimina o imposto devido;
  • Desconto parcial para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, criando uma transição mais suave entre as faixas;
  • Tributação ampliada para rendas mais altas, com taxação de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais (ou R$ 600 mil ao ano) e um imposto mínimo de 10% sobre determinados perfis de alta renda.

O governo estima que a nova política fiscal gerará um custo aproximado de R$ 25,8 bilhões a partir de 2026, o que exigirá ajustes no orçamento para manter o equilíbrio das contas públicas.

“O impacto social é positivo, mas também vem acompanhado de responsabilidade fiscal. Será necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre o alívio tributário e a sustentabilidade econômica”, avalia o especialista.

Reflexos no bolso e no planejamento

Para muitos contribuintes, o novo limite de isenção representa uma mudança significativa no planejamento financeiro. Mota alerta que cada faixa de renda exigirá uma análise específica.

“Quem está perto do novo teto de isenção pode deixar de pagar imposto. Já empresários e investidores precisam se preparar, pois a tributação sobre lucros e dividendos poderá aumentar. É hora de revisar estratégias e planejar com antecedência”, orienta.

Quando começa a valer

Após a sanção presidencial, as novas regras passam a valer a partir de 2026, com efeitos diretos nas declarações do Imposto de Renda apresentadas em 2027.

Até lá, escritórios de contabilidade já se movimentam para orientar clientes. A J&A Contabilidade, por exemplo, desenvolve planilhas de simulação, materiais explicativos e ferramentas de cálculo, para garantir que empresas e pessoas físicas possam se adaptar às novas regras.

“Nosso papel é traduzir a complexidade da lei em estratégias práticas. Assim, os contribuintes conseguem se organizar com segurança e aproveitar o que essa mudança tem de melhor”, conclui Josevaldo Mota.


Por Redação
Foto: Divulgação

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