A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi presa de forma preventiva na manhã desta sexta-feira (29) pela Polícia Federal (PF). O mandado foi assinado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, à pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).
A ação é uma nova etapa da Operação Faroeste, batizada de Operação Joia da Coroa. As investigações apontam um esquema de vendas de sentenças relacionadas à grilagem de terras no oeste baiano.
A suspeita é de que pelo menos 360 mil hectares tenham sido objeto do grupo, que envolve magistrados e servidores do TJ-BA, advogados e produtores rurais. Outros crimes investigados são corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.
A desembargadora estava afastada das suas funções por decisão judicial desde terça-feira (19), ocasião em que o atual presidente do TJ-BA também foi afastado.
A PF diz que Maria do Socorro “estaria destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários”.
A Operação Joia da Coroa cumpriu outros 3 mandados de busca e apreensão e converteu 4 prisões temporárias em preventivas.
Defesa
O advogado João Daniel Jacobina Brandão, que representa a magistrada, disse ao jornal Folha de São Paulo que foi surpreendido pela prisão. Disse também que a cliente não chegou a ser ouvida pela Justiça.
“Acreditamos que esta prisão seja revogada assim que ela prestar o seu depoimento. Ela irá explicar todos os pontos que estão sendo questionados”, declarou o advogado.
Por Valquiria Romero/Poder360
Foto: TJ-BA/Divulgação






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