A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), comentou neste final de semana a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que sua análise é guiada tanto pela experiência de 30 anos como defensora pública quanto por um olhar humanitário sobre o caso.
Para ela, a decisão judicial que levou à detenção do ex-presidente ignora fatores essenciais como idade avançada e condições de saúde. Emília enfatiza o caráter humano da situação.
“Olha, eu avalio como ser humano, eu avalio como pessoa, fui defensora público por 30 anos, eu sei o que significa isso. Uma prisão, por exemplo, para uma pessoa na situação de Bolsonaro, ele tem 70 anos, e ainda tem problemas sérios de saúde. É desumano, porque se ele não fosse talvez Bolsonaro, fosse uma pessoa comum, ele ia ter direito a prisão domiciliar. E ele não tem condição, é desumano. Então, eu vou pela solidariedade, pela dor que eu sinto que a família deve está passando, pela situação de saúde dele, se coloque no lugar dele, imagine você doente com 70 anos podendo ter direito de cumprir uma prisão domiciliar?”, criticou a prefeita, em entrevista a repórter Magna Santana.
A prefeita avançou para críticas mais diretas ao que considera uso político da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, responsável pela prisão do ex-presidente.
“Isso é política, é excesso de autoridade, excesso do que não deveria ser pra ninguém. A minha visão é essa. Muitas outras coisas graves não tiveram essa medida. Então essa medida não é uma medida de justiça, é uma medida feia de política e a gente lamenta”, acrescentou Emília.
A prefeita reforçou que medidas alternativas poderiam ter sido aplicadas e que a decisão demonstra desequilíbrio na comparação com outros casos semelhantes. Para ela, a situação ultrapassa o campo jurídico e revela uma distorção preocupante do uso da autoridade.
Por Redação
Foto: Divulgação






Comente