Depois de tentar impor à força um projeto de lei que retirava direitos históricos dos professores e ainda desrespeitava a garantia do pagamento do piso do magistério na carreira – como determina a Lei Nacional do Piso e já confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, o prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Carvalho, recuou.
Diante da resistência da categoria e da derrota judicial, o gestor municipal abandonou o caminho do autoritarismo e anunciou a abertura de diálogo com o magistério. Sai a imposição, entra a democracia.
O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Básica do Estado de Sergipe (SINTESE) aproveitou a realização da Jornada Pedagógica da rede municipal de ensino de Nossa Senhora do Socorro para celebrar uma importante vitória na Justiça.
Por unanimidade, com placar de 9 votos a 0, foi mantida a suspensão da Lei Municipal nº 1.917, de 16 de dezembro de 2025, que alterava o plano de carreira do magistério ao restringir a aplicação do piso salarial nacional apenas aos professores graduados e congelar gratificações.
O clima foi de comemoração entre os educadores, que marcaram o momento com um grande bolo durante o evento. Além da decisão judicial favorável, a categoria conquistou outro avanço: o anúncio da reabertura da mesa de negociações com a gestão municipal.
A primeira reunião está agendada para o dia 11 de fevereiro, às 10h, na Secretaria Municipal de Educação (Semed). O encontro contará com a presença do vice-prefeito Elmo Paixão e do secretário adjunto de Educação, Altemar Santos.
Para a diretora financeira do SINTESE, Adenilde Dantas, o resultado é fruto da mobilização coletiva.
“Mais uma vez, o magistério prova sua força e mostra que só com unidade e firmeza na luta conseguimos defender nossos direitos e preservar as conquistas da categoria”, afirmou.
Contrato milionário
O prefeito Samuel Carvalho também enfrenta questionamentos na Justiça por outro motivo grave. Ele responde a um processo em que precisa prestar esclarecimentos sobre um contrato milionário, no valor de R$ 5 milhões, firmado pela Prefeitura com um cemitério particular do município.
O caso ganhou repercussão após vir à tona que um dos sócios da empresa é irmão de um secretário municipal. Diante de indícios de possíveis irregularidades e conflito de interesses, o Ministério Público do Estado acionou a Justiça para apurar a legalidade do contrato e eventuais responsabilidades da gestão.
Por Redação
Foto: Divulgação






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